Vereador diz à RBC que novo Plano Diretor de Goiânia será discutido em audiências públicas dias 7 e 9 de julho

Lucas Kitão disse que as audiências serão virtuais e quer a participação de toda a sociedade, para que as mudanças sejam as mais transparentes e democráticas possíveis

O presidente da Comissão Mista da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Lucas Kitão, confirmou hoje, 3, aos apresentadores Emmerson Kran e Lucas Nogueira do programa O Mundo em Sua Casa, das rádios Brasil Central AM e RBC FM, que estará realizando duas audiências públicas virtuais, dias 7 e 9 de julho, para discutir mudanças que devem ser propostas à reformulação do Plano Direto de Goiânia, que está em discussão naquela Casa. Ele fez um apanhado geral do que será discutido e conclamou toda sociedade goianiense a participar fortalecer a chancela ao novo ordenamento da capital.

Segundo ele, são seis eixos temáticos e o ordenamento territorial é um dos mais discutidos, vindo em seguida a expansão e a verticalização em algumas áreas da cidade. “Pessoalmente, tenho levado a discussão para a questão da mobilidade urbana, uma dificuldade que a gente tem se deparado em Goiânia, justamente pela falta de planejamento. Vamos ter que olhar para essa questão do trânsito, do transporte e da mobilidade urbana de um modo geral. Acho também que o meio ambiente deve ser uma pauta bem importante nessa tramitação do Plano Diretor”, afirmou.

Para Kitão, um dos pontos mais polêmicos é o da expansão, mas a discussão deverá se dar também sobre a gestão pública, eixo temático do Plano que vai tratar de serviço público, “como a gente vai poder atender a população”. Outras questões que ele lembrou de entrevistas anteriores na Rádio Brasil Central são as referentes às áreas da saúde e da educação. Disse que o Plano Diretor é justamente para organizar a gestão da cidade, de uma forma melhor, e citou, como exemplo, a discussão sobre a criação de subprefeituras, de regionais da prefeitura, estando tudo isso dentro do eixo da gestão urbana.

Disse ainda que particularmente tem incentivado seus colegas a discutirem a questão do desenvolvimento econômico, que é outra preocupação que vai desaguar na geração de emprego em Goiânia. “No atual Plano Diretor isso foi colocado, mas não foi executado. No novo Plano Diretor nós temos a chance de criar polos industriais e comerciais pela cidade e dar oportunidade de os empresários terem mais facilidade em algumas regiões da cidade, para crescerem e fomentarem seus negócios e gerarem os empregos, que é o mais importante pra nós”, assinalou.

Informou também que a sociedade vem participando e acredita que nessa reta final haverá mais participação ainda, inclusive do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA), que andou questionando alguns encaminhamentos feitos nas subcomissões. “Justamente por isso eu estou antecipando a realização das audiências, para dar condições a esse pessoal de participar. Não só o CREA, mas todos os outros Conselhos de profissionais, as universidades, a sociedade civil de uma forma geral, as associações empresariais, de bairro, conselheiros tutelares, a justiça, o Ministério Público, Executivo, do Governo do Estado, Saneago, Celg. Vamos convidar todos que possam contribuir de alguma forma”, observou.

Ao responder se a cidade suporta uma expansão urbana com os problemas que já apresenta, como deficiência no transporte público e saneamento básico, afirmou que sua preocupação primeira é preencher os vazios urbanos. Quanto à expansão, acha que deve ser discutida de forma técnica, “que é a sugestão que eu levei para a Casa, aplicação do Artigo 42b do Estatuto da cidade”, que regula a forma de a cidade crescer, respeitando as questões ambientais e as questões de postura. 

Sobre o preenchimento dos vazios urbanos, Kitão citou o exemplo da cidade de Campinas (SP), onde foram utilizados os critérios de respeito ao meio ambiente, ao código de postura e a um planejamento prévio. “Ou seja, a cidade só vai crescer para determinadas regiões e antes disso teremos de levar os serviços públicos, levar eixos de desenvolvimento, que são as formas das pessoas se movimentarem, avenidas planejadas e o transporte público coletivo presente. Há a ideia onde o próprio empreendedor investiria nesse bairro, pagando uma outorga onerosa. O próprio Ministério Público apoiou essa proposta e fez um seminário na época discutindo essas ações com o secretário de planejamento do município de Campinas”, explicou, acrescentando que os vereadores de Goiânia têm feito o básico para realizar as discussões transparentes e dando oportunidade da população participar, que para ele é o mais importante.

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