Superintendente de Saúde reforça cuidados com a pandemia na virada do ano

Para Flúvia Amorim, a pandemia não passou, a vacina ainda não chegou por aqui e por isso mesmo é preciso ter o cuidado para não se aglomerar, evitando a proliferação da doença aos familiares queridos

A orientação que a Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual, Flúvia Amorim, deu em entrevista ao telejornal TBC1, da TV Brasil Central, para que os goianos tenham uma passagem de ano sem risco de contaminação pelo novo coronavírus é a de muito cuidado, porque a pandemia ainda está muito presente e fazendo vítimas. O cuidado é aquele que vem sendo repetido pelas autoridades da área de saúde: dê preferência às festas do núcleo familiar ou de pessoas com as quais você convive diariamente, e que aconteçam em local aberto, arejado, com ventilação natural, evitando contato físico, onde as pessoas não compartilhem copos e talheres.

“O réveillon a gente sabe que não é uma festa familiar, mas que os encontros sejam de grupos pequenos com os quais você já convive também. Nossa nota técnica fala em 10, 15 pessoas no máximo, devendo evitar o contato físico e observar o uso de máscara também. Na hora de comer, tudo bem, tire a máscara, mas, terminando de comer e vai conversar, por favor, recoloque a máscara”, observou Flúvia, ponderando que a curva de casos em Goiás já está em crescimento.

 

Festas

“Estávamos baixando, estabilizou e agora cresceu de novo”, afirmou, observando que com as festas de final de ano sabia-se que isso poderia ser potencializado. Na opinião dela, estas festas podem ser locais de grande dispersão de vírus, “porque infelizmente o que a gente tem visto são aglomerações, com pessoas não usando máscara, compartilhando copos, se abraçando, se beijando e isso, com certeza, pode ser fator de grande risco”. Assegurou que pode não ser arriscado para o jovem, onde a doença na maioria das vezes é leve e moderada, com pouco óbitos, “mas essa pessoa pode estar levando o vírus para dentro de casa e aí contaminando o pai, a mãe, o avô, um tio, que são mais idosos e podem ir a óbito. Grande parte dos óbitos hoje acontece na faixa etária acima de 60 anos”.

Segundo ela, a preocupação com a doença não diferencia capital do interior, porque o maior perigo é como isso está acontecendo, com a aglomeração e o compartilhamento de objetos de uso pessoal. “A gente pede ajuda aos prefeitos. Sei que têm muitas prefeituras com decretos rigorosos para coibir esse tipo de atitude, mas mais importante é a pessoa ter a consciência e a responsabilidade, para não levar a contaminação para as pessoas mais idosas de sua família”, assinalou Flúvia.

 

Vacina

Sobre a vacinação, confirmou que as seringas não são preocupação em Goiás, pois elas já foram compradas. “Temos algumas em estoque e foram compradas mais 2 milhões e meio de seringas e agulhas, que devem estar chegando na primeira semana de janeiro. Temos uma rede de frio estadual estabelecida, assim como nos municípios. Estamos só aguardando a vacina chegar. Chegando, a gente inicia a vacinação o mais rapidamente possível.

Quanto à data, não deu certeza, afirmando que pode ser o final de janeiro e meados de fevereiro e que esse é um assunto que vem sendo tratado em reuniões constantes no Ministério da Saúde. No entanto, para ela, o fato de começar a vacinação não quer dizer que está tudo liberado, que não precisará usar mais a máscara. “Para atingirmos o que chamamos de imunidade de rebanho precisamos ter 70% da população imunizada para conseguirmos ver o impacto na redução dos casos e, principalmente, de óbitos”, explicou.

 

Leitos e teste

Flúvia Amorim disse ainda que a taxa de ocupação dos leitos em Goiânia tem aumentado e hoje está em torno de 50%. “A gente ficou, durante meses, variando entre 35% e 40%, e o aumento que já se verifica pode ser maior, se as pessoas não se comprometerem e se cuidarem”, observou, acrescentando que entende que todo mundo está muito cansado dessa situação, que não é fácil mesmo, mas pede que tenhamos um pouco mais de paciência, pois já há vacinas disponibilizadas. “Esperamos que em breve aqui no Brasil também poderemos nos vacinar. Por isso é importante ter precaução agora, para que no final do ano que vem a gente possa fazer grandes comemorações, com todo mundo se abraçando e se beijando”, afirmou.

Sobre fazer o teste 72 horas antes de viajar, ela informou que diminui, mas não zera o risco. “Nesse período, a pessoa pode estar numa janela imunológica, já contaminada, mas com uma quantidade de vírus insuficiente para ser detectada no exame. Mesmo com o teste, medidas de precaução precisam ser mantidas”, finalizou.

 

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