Superintendente da Saúde fala da ocupação de leitos hospitalares na rede pública pela pandemia em Goiás

Segundo Sandro Rodrigues, há dificuldade estrutural e de pessoal para ampliação de leitos no estado

O superintende de Ação Integral à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Sandro Rodrigues, e a apresentadora Michelle Bouson, nos estúdios da TBC

O aumento do número de pessoas infectadas impacta diretamente na lotação de leitos de enfermaria e UTI hospitalares em Goiás. Em entrevista ao telejornal TBC 1 nesta terça-feira, 21, o superintendente de Ação Integral à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Sandro Rodrigues, atualizou os dados de ocupação de leitos e das medidas da pasta em prover mais recursos para o tratamento da doença em Goiás.

Segundo ele, dos 243 leitos de UTI exclusivos para Covid-19 na rede hospitalar pública em Goiás, 86% estão ocupados hoje. Na enfermaria a taxa de ocupação é de 68%. “São taxas médias globais de todos os hospitais da secretaria, obviamente há hospitais com taxas maiores e outros menores, mas é um número bastante preocupante frente à pandemia”, comentou Rodrigues.

Sobre a possibilidade de expansão desses leitos, o superintendente disse à apresentadora Michelle Bouson que a SES vem se esforçando para isso, mas há uma limitação de recursos materiais e principalmente de pessoal. 

“Temos uma dificuldade cada vez maior de disponibilidade de profissionais de saúde para novos leitos. Temos que lembrar que ambiente hospitalar talvez seja o de maior risco de contaminação, atingindo esses profissionais apesar de todo o cuidado e uso de equipamentos de proteção individual”, concluiu.

Confira a entrevista completa:

ABC Digital