Superintendente da Saúde diz que possibilidade de segunda onda da pandemia da Covid-19 em Goiás “é enorme”

Em entrevista à RBC, Flúvia Amorim admitiu que isso é “uma questão de tempo”, principalmente por causa do comportamento da população

Embora os números de casos da Covid-19 e de óbitos causados pela doença ainda estejam estáveis em Goiás, a possibilidade de uma segunda onda da pandemia no Estado “é enorme”. Isso do mesmo jeito que já aconteceu na Europa e já vem ocorrendo em estados do Brasil, como Paraná e São Paulo, que registram aumento gradativo nos casos.

O alerta é da superintendente em Vigilância de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Flúvia Amorim, durante entrevista concedida nesta segunda-feira, 23, ao programa O Mundo em sua Casa das rádios Brasil Central AM e RBC FM. Ela conversou com os apresentadores Gil Bonfim e Juvêncio Alarcon sobre a evolução dos casos da Covid-19 em Goiás.

Questão de tempo

 “O fato de acontecer aqui (a segunda onda da pandemia) é uma questão de tempo. Estou falando isso principalmente por causa do comportamento da população”, ressaltou Flúvia. Ela ponderou que o desejo da SES é que as pessoas consigam conviver socialmente com os outros, que as atividades permaneçam abertas. Mas para isso, é preciso tomar alguns cuidados.

A superintendente citou um exemplo. Se a pessoa vai se encontrar com alguns amigos, que seja um grupo menor, de preferência num local arejado, com ventilação natural, que tenha distanciamento (social), que use máscara e retire apenas para comer. Mas acabou de comer, vai conversar, coloca a máscara de novo. “É possível conviver e viver mais próximo da normalidade que tinha antes, mas as pessoas precisam se atentar para isso”, recomendou.

Risco

Conforme ela, a partir do momento em que os números (de casos da doença) caem, o entendimento da população é que a pandemia acabou. O risco é que a pandemia volte, com o consequente aumento de casos e internações. “É isso que a gente não pode deixar acontecer agora”, salientou.

Flúvia Amorim acrescentou que as recentes aglomerações apontadas pela imprensa, notadamente envolvendo parte de jovens, são preocupantes e podem se tornar grandes dispersores do novo coronavírus. Disse ainda que o ambiente das escolas é mais controlável, em termos de atendimento aos protocolos sanitários, do que os bares. Mas admitiu que o risco da pandemia sempre vai existir.

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