Secretário diz ao TBC 1 que o Governo de Goiás viabilizou linha de crédito com juro baixo para pequenas e microempresas

Para esse empréstimo, via FCO, as empresas terão seis meses de carência, juro de 2,5% ao ano e 24 meses para pagar

A apresentadora Danuza Azevedo e o secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Adonídio Vieira Júnior, nos estúdios da TBC

O Governo de Goiás viabilizou, pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), linhas de crédito muito vantajosas para pequenas e microempresas goianas utilizarem como capital de giro, podendo ser destinadas ao pagamento de funcionários, de impostos e taxas e de fornecedores. A informação foi repassada nesta quarta-feira, 1º de julho, pelo secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Adonídio Vieira Júnior, em entrevista a Danuza Azevedo, no Bate-Papo do Dia no telejornal TBC 1, da TV Brasil Central. 

“A partir de hoje, já está operacional uma nova linha de crédito chamada FCO Capital de Giro, dissociado da Covid-19. Essas empresas, microempresas, empresas de pequeno porte podem captar financiamento de até 100 mil reais, para o seu capital de giro, a um juro subsidiado de 2,5% ao ano e com 24 meses para pagar, e só começará a pagar em janeiro de 2021”, informou, acrescentando que Goiás foi o primeiro estado que gerou linhas de créditos específicas para este momento da pandemia, liberando mais de R$ 500 milhões, via GoiásFomento e via FCO, desde o mês de março, para esses empresários.

De acordo com Adonídio, o governador Ronaldo Caiado pediu, desde o início da pandemia, que fizesse um planejamento para socorrer principalmente as microempresas, para que elas pudessem passar esse momento de crise econômica gerado pela crise sanitária. Hoje isto está sendo possível, depois de aprovação, tanto no Condel FCO (Conselho Deliberativo do FCO), no qual o governador tem assento, como no Conselho Monetário Nacional. 

Segundo ele, é uma linha de crédito muito importante, “porque socorre essas empresas que tiveram seu faturamento diminuído e algumas até que, devido à crise sanitária, têm de estar fechadas. A gente sabe que os boletos dessas empresas estão vencendo, assim como a folha de pagamento, e o Estado aporta recursos para subsidiar esses juros e permitir essa carência, para que eles possam tomar esses empréstimos”, observou, situando que em outra qualquer instituição de crédito esse empresário não consegue empréstimo com condições tão facilitadas para a quitação.

Abertas ou fechadas

Informou que basta ao empresário ir até o Banco do Brasil, qualquer agência em Goiás, que é o agente financeiro, a partir de hoje, e aí fazer uma simulação e a contratação desse financiamento. Ele terá de apresentar alguns documentos e o agente de crédito vai fazer a análise do cliente. Está disponível a todas as empresas, independente de estarem abertas ou fechadas. Segundo ele, elas precisam estar ativas para terem acesso ao crédito. 

“Mesmo as empresas abertas, salvo raras exceções, tiveram seu capital diminuído. Esse momento da pandemia gera uma queda no faturamento e esse capital de giro é para que as empresas possam pagar seus fornecedores, suas concessionárias públicas e até seus impostos e seus funcionários” afirmou, confirmando que o juro é “talvez menor que a inflação projetada para os próximos anos”.

A entrevista está disponível na íntegra abaixo:

ABC Digital