Secretaria de Desenvolvimento Social destaca medidas de apoio às mulheres em Goiás

Pacto Goiano pelo fim da Violência Contra a Mulher, instituído pelo governador Ronaldo Caiado, reúne órgãos do poder público, sociedade civil e organizações religiosas com o objetivo de combater e punir atos de violência

No Dia Internacional da Mulher, a superintendente da Mulher e da Igualdade Racial da Secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Rosilene Oliveira Guimarães, destacou durante entrevista ao programa Primeiro Tempo da RBC FM, o esforço desenvolvido em Goiás para garantir os diretos das mulheres, especialmente à relação aos atos de violência praticados contra elas em todas as áreas. “Por meio do Centro de Referência Estadual da Igualdade (CREI), nos valemos de uma grande equipe integrada por psicólogos, advogados e assistentes sociais que ouvem, acolhem e atendem de forma individualizada e humanizada a todas as mulheres que estejam passando por situações de violência”, enfatizou Rosi Guimarães.

A superintendente lamentou que, infelizmente, o número de denúncias ainda é pequeno, por uma série de fatores, mas é preciso que as mulheres saibam que hoje podem contar com todo um aparato que ajuda a fazer as denúncias, formalizar boletins de ocorrência e seguir em frente com orientação e atendimento para que todas as formas de violência sejam punidas. Rosi Guimarães relatou que um levantamento realizado pelo Ministério da Mulher, da Família e da Diversidade contabilizou mais de 110 mil casos de agressões a mulheres em 2020, mas a grande maioria não teve registros de denúncias.

Conscientização

A conscientização e o envolvimento de toda a sociedade é o caminho para reduzir os índices de violência contra a mulher. Conforme a superintendente, as estatísticas mostram que a cada 13 segundos uma mulher sofre violência no Brasil. “Por que essas mulheres, que certamente estão muito próximas de nós, não estão falando com os órgãos de controle? Primeiramente é preciso que elas sejam conscientizadas. Igualmente é fundamental conscientizar e envolver toda a sociedade, homens e mulheres, para que abracem esta luta, lembrando sempre que a mulher tem o direito de dizer não, tem direito de fazer escolhas e precisa ter a garantia de que não sofrerá agressões em decorrência disso”, asseverou.

Rosi Guimarães também falou sobre o esforço do Governo de Goiás em criar estruturas municipais com mecanismos de proteção às mulheres, especialmente porque é nas comunidades locais que elas vivem. “Temos um grande aparato governamental de apoio, como Polícia Militar, Polícia Civil, Patrulha Maria da Penha, Delegacias de Mulheres, Bombeiros, Ministério Público e secretarias de Governo que realizam esse trabalho. Mas precisamos de instrumentos também nos municípios, como forma de combater de modo mais eficiente a violência, o feminicídio e outros crimes contra mulheres”, arrematou.

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