Secretário confirma que Lázaro não agiu sozinho e investigação prossegue

O secretário de Segurança Rodney Miranda disse que Lázaro era um bandido perigoso, não agia sozinho e praticou muitos outros crimes que agora estão sendo investigados. Segundo ele, as investigações vão desvendar o esquema que o apoiava

Em entrevista hoje, 29, ao Jornal Brasil Central, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, confirmou que o foragido Lázaro Barbosa, morto ontem em confronto com a polícia, não agiu sozinho, recebeu ajuda de outras pessoas e as investigações continuam agora para desvendar todo esse esquema que agiu em conluio. Rodney comandou, durante 15 dias, as ações da caçada ao foragido Lázaro Barbosa, na região do Entorno do Distrito Federal, que contou com a participação de mais de 200 policiais nessa empreitada.

“Com certeza ele estava recebendo ajuda e quando ele perdeu um pouco essa ajuda nós conseguimos encontrá-lo rapidamente. Ele foi encontrado com R$ 4,5 mil no bolso, não tendo sido retirado de nenhuma das casas que ele invadiu, ele estava bem trajado, estava com alimento e com duas armas de fogo, uma delas ele descarregou em cima da equipe que acabou confrontando com ele” informou.

Rede de apoio

Para o secretário, Lázaro tinha uma rede de apoio e agora cabe à Polícia Civil do Estado de Goiás, em Águas Lindas, reforçada com equipe de Goiânia e do DF, desmontar essa rede, “mostrando quem está por trás dos crimes, se ele fazia por conta própria ou era a mando, mas acho que a maior parte era a mando, qual a motivação, que tudo indica seja patrimonial, por dinheiro, quem o acobertou e de onde surgiu esse dinheiro, que, possivelmente também, seria usado pra que ele fugisse”.

Ele explicou que na verdade foram 15 dias de atuação da força-tarefa e que daqui para a frente o trabalho não terá a dimensão anterior, “mas teremos um grupo de investigação forte, junto com o DF, e, se precisar mobilizar equipes táticas, vamos mobilizar de novo”. Informou que já há uma forte investigação, provas, alguns indícios e que esse trabalho vai avançar. “Com certeza tem mais gente e esses vão ser apontados para a justiça e a sociedade no tempo oportuno e devido”, explicou.

Apoio

O secretário Rodney disse também que as equipes receberam todo o apoio necessário do governo e da sociedade, “para que a gente pudesse manter esse efetivo lá, que era necessário”. Falou que não se pode confundir, quando se diz que havia 200 pessoas correndo atrás do bandido, como muita gente tem feito. “Tínhamos gente de inteligência, de investigação e boa parte do aparato dando segurança para as pessoas daquela imensa região, para que o Lázaro não cometesse outros crimes. E esse era o grande objetivo da nossa força-tarefa e de fato conseguimos sucesso também nessa empreitada”, assegurou.

Confirmou também a suspeita de que Lázaro trabalhava como jagunço, como executor de tarefas criminosas. “Uma coisa é a atuação dele no campo, na execução. Há aí os traços de ser psicopata, com os rituais todos que eram da cabeça dele. Agora, como ele chegou àquela vítima, não era de maneira aleatória. A gente tem quase certeza que, primeiro, outras pessoas também participaram de alguns dos crimes. Temos oito crimes em aberto só aqui em Goiás. E também temos suspeitas fundadas de que podem ter havido mandante ou mandantes de alguns desses crimes”, afirmou.

Rodney informou ainda que as polícias têm mais de 30 crimes catalogados atribuídos a Lázaro em Goiás, no DF e na Bahia, “temos oito já catalogados também e em investigação em Goiás de que a autoria seria certamente dele. Temos mais os crimes que ele cometeu durante essa fuga, como sequestro e arrombamentos”. Por isso, segundo ele, foi colhido o material para exame de DNA e dactiloscópico do foragido, com o objetivo de fazer o cotejamento, porque há vários estupros, assassinatos, inclusive de crianças, que estão sendo investigados. “Lázaro era um sujeito de extrema periculosidade e muito cruel”, atestou o secretário Rodney.

ABC Digital

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