Secretária de Educação confirma aula presencial só depois da vacina

Fátima Gavioli disse que a educação optou por valorizar a vida, como defende o governador Ronaldo Caiado, e está esperançosa de que a partir de maio o pessoal da educação comece a ser vacinado

Em entrevista hoje, 16, ao Jornal Brasil Central, a secretária de Educação de Goiás, Fátima Gavioli, confirmou que o retorno das aulas presenciais só ocorrerá depois que professores e demais auxiliares da educação estiverem vacinados e destacou a determinação do governador Ronaldo Caiado de que é fundamental defender a vida. “Hoje, todos queremos vacina. Houve um momento em que o país estava discutindo porque tinha pessoas que não queriam ser vacinadas, agora todos querem. Somos todos a favor da vacina. Eu vivi para ouvir isso e é muito bacana”, afirmou.

Informou que a vacinação dos professores está dentro das prioridades do governador, assim que se encerrarem as vacinas dos de 60 anos de idade. “A previsão é de que isso pode acontecer até o dia 30 de abril, dependendo do envio de mais doses, em maio entrariam as pessoas com comorbidades e junto com essas pessoas o governador já apresentou a disponibilidade de os professores e demais auxiliares da educação serem vacinados”, assinalou Gavioli.

Apresentou números onde a educação básica tem um total de 143 mil pessoas, o que daria num total de aproximadamente 290 mil doses; na Secretaria da Educação seriam 38.800; a rede municipal tem 61 mil servidores e a rede privada tem 43.957, depois viriam o ensino técnico e o superior. “Os professores e servidores da educação estão bastante ansiosos e otimistas com relação a essa vacinação, em maio e junho, com a necessidade de retomarmos as aulas presenciais. Existe perda de conteúdo, mas também ganhos, porque nunca se falou tanto em solidariedade e os pais voltaram a participar da escola”, salientou.

Reflexo

Segundo ela, a pandemia deixa um reflexo na educação para os próximos cinco anos, observando que as aulas remotas são importantes, atendem dentro daquilo que é possível, no momento mais grave da pandemia, mas professores, estudantes e pais já estão querendo aulas presenciais, “até porque a aula remota exige de nós um esforço sobrenatural nesse sentido”.

Sobre a evasão escolar, disse que há da parte da Secretaria de Educação uma busca ativa diária. “Hoje mesmo já foi feita a busca ativa do dia, menino por menino, criança por criança, cada um aluno virou um diamante e estamos atrás deles em todos os lugares, igrejas, feiras, comércios, nas escolas, dos que não voltaram para se matricular, não se transferiram e que não há notícia de óbito. Eu tenho que achar essa criança que abandonou a escola”, observou.

Informou também que hoje fez uma web com os 40 coordenadores regionais e deu 30 dias, a contar de hoje, para que deem uma resposta de cada criança, porque que ela não voltou. Salientou que houve abandono, mas não evasão no Estado de Goiás, de 2020 para 2021, porque em 2020 tinha 530 mil alunos e em  2021 há matriculados 530.900. “Conseguimos manter o mesmo número”, assegurou.

Educação híbrida

De acordo com Fátima Gavioli, a educação não poderá abrir mão mais da forma virtual, mesmo com o retorno do presencial. “Esse modelo híbrido vai continuar. As aulas presenciais retornam, mas eu preciso desse modelo híbrido para continuar garantindo aquilo que a criança deixou de aprender no ano de 2020. Vamos de forma remota até a vacinação e a partir daí retornaremos de forma presencial. O modelo que o governador Ronaldo Caiado definiu é em defesa da vida”, assinalou e é esse que ela vai seguir. Elogiou o trabalho da TV Brasil Central com o Seduc em Ação, assim como a EJA Tec, o Goiás Tec e o Net escola, com gente do país inteiro entrando no portal para ter acesso às aulas.

Confirmou que houve economia com a não presença do aluno, “mas quando ele retornar teremos mil escolas reformadas, com carteiras novas, uniforme, tênis, material escolar muito bons”. Informou também que o Sebrae disponibilizou para a Seduc um projeto, chamado emocionário, que terá falas de psicólogos pela internet para os alunos, para diminuir essas dificuldades psicossociais que eles enfrentaram na pandemia.

Disse ainda que Goiás tem 77 mil alunos que não têm acesso à internet e para ela isso é muita gente. Afirmou também que o Governo do Estado iniciou um processo de aquisição de equipamentos que vão permitir esse acesso aos alunos e o governador lançará no dia 14 de maio o programa Conetctar, que levará internet a todas as escolas de Goiás. Quanto à internet na residência dos alunos, disse que foi o projeto que o presidente Bolsonaro vetou há duas semanas, que era para ajudar nessa conectividade e que isso foge da alçada da área da educação propriamente dita.

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