Secretária da Economia faz balanço das contas e aponta desafios do governo

Cristiane Schmidt destacou o grande esforço do governador Ronaldo Caiado em organizar as finanças do Estado, pagar débitos antigos, manter pagamentos em dia e fazer mais investimentos

Embora ressalvando que a situação ainda é difícil e que o Governo Estadual tem grandes desafios administrativos, a secretária da Economia de Goiás, Cristiane Schmidt, discorreu sobre as contas públicas de Goiás mostrando que houve melhorias e avanços em 2020, quando comparado com 2019, mesmo diante do quadro adverso que afetou a economia do País e dos Estados em decorrência da pandemia da Covid-19 no ano passado.

Em entrevista ao programa Boa Noite Goiás na quarta-feira, 14, a titular da Economia destacou o grande esforço do governador Ronaldo Caiado e de toda sua equipe para reorganizar as finanças do Estado, quitar débitos deixados por gestões anteriores, manter as contas atuais em dia (inclusive a folha de pagamento e consignados) e ainda ampliar os investimentos em obras importantes como rodovias, pontes, hospitais, escolas e moradias, além de destinar recursos também para segmentos sociais que dependem de apoio governamental.

Cristiane Schmidt informou que o resultado final dos balanços das contas públicas em 2019 e 2020 foram praticamente iguais, com superávit próximo de R$ 520 milhões. Conforme disse, a Receita Corrente Líquida em 2020 chegou a 26,3 bilhões, cerca de R$ 2 bilhões a menos que o valor orçado. Contudo, esse montante foi reforçado pelos repasses do Governo Federal, no valor aproximado de R$ 1,9 bilhão, destinados especificamente à Saúde, por conta da pandemia. “Esses recursos foram fundamentais e temos de reconhecer isso, pois do contrário teríamos dificuldades muito maiores”, ressaltou.

Saneamento das finanças

Cristiane Schmidt explicou como o Governo Estadual buscou alternativas para sanear as contas, adotando medidas capazes de minimizar os efeitos da pandemia. Uma das medidas foi a busca de apoio do Supremo Tribunal Federal para suspender o pagamento de parte da dívida pública, recursos que são utilizados para o pagamento de contas públicas de curto prazo. Outra ajuda veio da reformulação da previdência social, que gerou uma economia de R$ 330 milhões em 2020 e deve chegar a R$ 400 milhões em 2021, resultado que favorece o pagamento de contas e manutenção da máquina pública. Mais recentemente, foi concluída uma renegociação de débitos antigos, com apoio dos senadores e da bancada federal de Goiás, operação que vai dar um alívio anual próximo de R$ 200 milhões até o vencimento, que ocorrerá em 2033 e 2034.

Quanto ao exercício de 2021, Cristiane Schmidt disse que é preciso ter muita cautela, porque certamente este ano não haverá repasse de recursos do Governo Federal para a saúde nos moldes ocorridos no ano passado. “Estamos trabalhando para ampliar as receitas e todos os órgãos do Estado estão focados na redução de custos e na otimização dos seus gastos, de modo que passamos ampliar os investimentos em favor de todos os goianos, especialmente daqueles que mais necessitam da ajuda governamental”, asseverou a secretária.

Ainda durante o programa, a titular da Economia tratou de temas como as variações de preço dos combustíveis, que não dependem do Estado. A propósito, ela explicou que nenhum Estado brasileiro elevou índices de ICMS de combustíveis, para justificar que não é o ICMS que eleva os preços. Schmidt abordou ainda a questão da cobrança de ICMS gerado na emissão de Notas Fiscais que acompanham Guias de Trânsito Animal (GTAs), um problema que se arrastou por vários anos e que agora está sendo resolvido pelo Governo de Ronaldo Caiado. Finalmente falou sobre o pagamento da folha salarial dos servidores que deve continuar sendo quitada no último dia útil do mês trabalhado.

ABC Digital

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