Retomada das atividades econômicas exige cuidados redobrados, alerta Flúvia Amorim

Em entrevista à RBC, a superintendente da Secretaria da Saúde lembra que a pandemia da Covid-19 não terminou e que as pessoas devem continuar saindo de casa só o necessário

O fato de o comércio estar aberto não significa que a pandemia da Covid-19 terminou, que os casos da doença diminuíram. Ainda há um número crescente de casos, por isso as pessoas precisam continuar redobrando a atenção e saindo de casa só o necessário. O alerta é da superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Flúvia Amorim. Ela concedeu entrevista nesta terça-feira, 14, ao programa O Mundo em sua Casa das rádios Brasil Central AM e RBC FM. A apresentação foi de Emmerson Kran e Ernesto Fleury.

A superintendente recomendou ainda que as pessoas evitam sair em grupos. Em uma família, se for preciso fazer compras no supermercado, por exemplo, que vá só uma pessoa, a não ser que ela precise de uma assistência especial. “Na verdade, é preciso ter mente que a atividade econômica está aberta, mas a gente precisa ter cuidado redobrado. Agora vai ter mais gente circulando e pode ter uma possibilidade muito maior de contaminação”, avisou.

Protocolos

Flúvia informou que os estabelecimentos do comércio e serviços terão de seguir protocolos para funcionarem. O Governo do Estado definiu um protocolo geral, que indica novas normas para todos os estabelecimentos que reabriram. São situações específicas, protocolos mais detalhados para bares e restaurantes, hotéis, instituições religiosas e academias, por exemplo. Esses protocolos estão disponíveis no site da Secretaria de Estado da Saúde e podem ser acessados por quem tiver dúvidas. As Vigilâncias Sanitárias do Estado e dos municípios também podem ser consultadas.

Sobre a ampliação da testagem para a Covid-19 que será adotada em 78 municípios goianos, a superintendente explicou que a intenção é ampliar a quantidade de testes em casos leves e pessoas que apresentam sintomas da doença nessas localidades. A partir da adesão do município (do prefeito ou do secretário da saúde) será implantado um sistema que disponibilizará um aplicativo para a população.

O aplicativo vai triar as pessoas. O cidadão vai fazer o cadastro, colocar os sintomas que tem. E o aplicativo vai determinar o teste a ser feito, a data e o local. Conforme Flúvia, por meio desse procedimento será possível testar um quantitativo (de pessoas) que seja suficiente para conseguir identificar quem está infectado e a chance de estar contaminando outros com quem mantém contato. Assim, concluiu, será possível adotar o tripé – identificar, isolar e monitorar, importante no combate à pandemia.

ABC Digital