Psiquiatra fala no TBC 1 sobre qualidade do sono durante a pandemia

Leonardo Prestes sugere manter rotina de horário de ir para a cama, não exagerar na alimentação à noite e desligar aparelhos eletrônicos

A apresentadora Eva Taucci e o o neurologista e psiquiatra Leonardo Prestes, nos estúdios da TBC

Outro efeito colateral na vida das pessoas confinadas em função das medidas contra a proliferação do coronavírus é a perda do sono. Para falar sobre o assunto, o telejornal TBC 1 da TV Brasil Central convidou ao Bate-papo do Dia o neurologista e psiquiatra Leonardo Prestes. Coordenador do ambulatório de Neuropsiquiatria do Hospital Geral de Goiânia, Prestes deu dicas valiosas para manter a qualidade do sono durante o isolamento social.

Segundo o médico, as tensões provocadas tanto pela mudança de rotina quanto pelo excesso de informações sobre a doença levam as pessoas a ficarem ansiosas e também insones. “O isolamento mexeu no horário de todo o mundo, somando-se a isso o excesso de informação, você tem um quadro que afeta diretamente a qualidade do sono”, disse Leonardo Prestes.

Ele informa que não há um padrão de horas de sono, mas os estudos clínicos recomendam uma média de 8 horas de sono diárias para a pessoa se sentir bem disposta. Para conseguir isso durante o confinamento, Prestes sugere medidas como manter uma rotina de horário de ir dormir, cuidar da alimentação à noite para não afetar a sonolência e principalmente reduzir o nível de luz, desligando aparelhos eletrônicos como TV, tablet e celular.

Provocado pela apresentadora Eva Taucci, Leonardo Prestes ainda falou da importância de se manter atividade física durante o dia para auxiliar na produção dos hormônios responsáveis por provocar o sono e do perigo de recorrer à automedicação para dormir. Ele terminou fazendo um apelo.

“Não tomem remédio para dormir nessa época, evitem ao máximo isso. Na imensa maioria dos casos, insônia é efeito de outro tipo de problema, ou físico ou emocional, e não causa. Portanto, vamos nos esforçar, vamos ter disciplina com horários que isso pode resolver a maioria dos casos de insônia nesta época”, afirmou o médico.

A íntegra da entrevista você confere logo abaixo:

ABC Digital