Presidente do CEE-GO diz ao TBC 1 que aulas presenciais só retornarão com aval da área da Saúde

Flávio Roberto Castro disse que o mês de julho é de férias e que aulas neste mês não valem, só serão contadas como reforço

O presidente do Conselho Estadual de Educação de Goiás, Flávio Roberto Castro, e a apresentadora Michelle Bouson, nos estúdios da TBC

Em entrevista hoje ao telejornal TBC 1, da TV Brasil Central, o presidente do Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE-GO), Flávio Roberto Castro, disse que as aulas presenciais só serão retomadas assim que houver a liberação da área da Saúde do Governo do Estado e que ela será seguida por um acurado protocolo, tanto de higiene quanto de distribuição e presença de alunos nas salas de aula. “O regime especial de aulas não presenciais finalizou o primeiro semestre dia 30 de junho. Agora, vamos aguardar dos órgãos de saúde qual vai ser o posicionamento até o final de julho pra sabermos se vamos poder voltar presencialmente ou não”, afirmou. 

Segundo ele, o mês de julho é destinado às férias escolares e que qualquer ato pedagógico que for realizado durante este mês não tem valor, podendo servir como reforço, mas não para ser contado como hora/aula. Observou que calendário foi estipulado ano passado e houve este ano mais de três reafirmações de que as férias escolares estavam previstas para o mês de julho. 

Para ele, a garantia que o Estado de Goiás tem é de que o que foi feito no primeiro semestre tem valor e “nós não vamos perder o ano letivo”. Caberá agora o trabalho de saber, ao final do mês de julho, qual a orientação da área da Saúde com relação ao retorno das aulas presenciais no mês de agosto. Informou também que o sistema de ensino preparou um protocolo para quando for autorizado o retorno presencial, equipamentos de segurança, com quantos alunos na escola e de que forma. “A gente já tem uma noção que essa volta será gradual. Primeiro, fazendo um trabalho de adaptação com os professores e auxiliares, com as famílias, explicando como será esse protocolo. O pai que não se sentir seguro, vai poder deixar a criança em casa, até que a gente faça todo esse movimento. A gente pede a compreensão da população, porque precisamos nos adaptar, sempre seguindo as orientações dos órgãos de saúde”, acrescentou.

Na opinião de Flávio, se as férias fossem dadas antes, como muitos queriam, “teríamos um grande espaço de tempo que o professor e o alunos teriam aulas, presenciais ou não”. Para ele, o sistema educativo tem de estar unido. “Não podemos deixar que uma ou outra escola faça da sua maneira. Igual ao sistema de trânsito, se cada um resolver qual é a mão a gente cria uma dificuldade no sistema”, explicou.

Aulas em julho não valem

Disse ainda que algumas escolas anteciparam férias para o mês de maio, mas que agora, no segundo semestre, terão de fazer reposição, “porque, se elas tiverem dando aula no mês de julho, isso vai contar só como reforço para os alunos, mas como horas/aula não vai contar”.

Segundo ele, a maior dificuldade na estratégia é ter um comando, agir todos de uma forma, ganhar a confiança da população, estabelecer um protocolo e, quando a comunidade escolar estiver tranquila, voltar as aulas presenciais. “Durante o mês de julho esse protocolo será disponibilizado para as famílias. Aquele pai que não quiser levar o filho, quando for autorizado a levar, ele pode ficar no sistema remoto. Será uma construção coletiva. O sistema educativo do Estado de Goiás fez o seu papel, tudo que foi feito no primeiro semestre tem valor de ato pedagógico, está contando como hora/aula e nós vamos finalizar o segundo semestre com o ano letivo firme podendo levar o aluno pra o próximo”, assegurou.

Avaliação

Ao voltar ao normal, explicou ainda, será feita uma avaliação turma por turma, escola por escola, aluno por aluno e que essa é uma discussão que está acontecendo no Brasil inteiro, para verificar o que precisa ser revisado nos componentes curriculares. “Nós trabalhamos muito, os professores trabalharam muito e os alunos fizeram a sua parte. Nossa luta agora será pela garantia do ano letivo no segundo semestre”, observou.

Afirmou ainda que já se têm algumas avaliações e que alguns resultados são bons e há outros em que alunos tiveram dificuldade ou de acesso ou de aprendizado mesmo, como ocorre na forma presencial e que “haverá reposição ou reforço, da mesma forma”. Voltando as aulas presenciais, ele acha que as avaliações poderão ser melhor realizadas.

A entrevista completa está disponível abaixo:

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