Presidente da AGOS fala à RBC sobre como os supermercados se adaptaram a esse tempo de pandemia

Gilberto Soares disse que segmento registrou aquecimento nas vendas, mas teve de adotar medidas sanitárias, como maior rigor na higienização e controle do fluxo de clientes

Considerado como uma das atividades essenciais, o segmento supermercadista manteve o funcionamento normal ao longo da pandemia da Covid-19, e chegou a registrar aquecimento na comercialização. Mas teve que se adaptar aos novos tempos, seja por meio das vendas on line, no rigor na higienização das lojas ou no controle do fluxo de clientes nos estabelecimentos.

O presidente da Associação Goiana dos Supermercados (Agos), Gilberto Soares da Silva, concedeu entrevista, nesta segunda-feira, 10, ao programa O Mundo em sua Casa das rádios Brasil Central AM e RBC FM. Ele conversou com os apresentadores Lucas Nogueira e Roberto Cândido sobre o processo de modernização dos supermercados goianos diante da nova situação surgida com a pandemia.

De acordo com Gilberto, as vendas realizadas por aplicativos foram a saída encontrada para atender as pessoas, especialmente aquelas integrantes do grupo de risco (da doença). Mas esse sistema está sendo adotado também por outros clientes como ferramenta de compras a distância. “Então, estamos mudando a maneira de tocar o negócio”, avaliou.

Alterações

O presidente da Agos citou que, dentro dos supermercados houve alterações, tais como no trabalho dos colaboradores visando higienizar os carrinhos de compra um a um, o uso de álcool em gel, a sanitização dos ambientes e de todas as superfícies onde que os clientes podem tocar. Para ele, “nada será como antes”.

Lembrou que o segmento supermercadista é uma atividade que requer “atenção especial”, pois recebe grande fluxo de pessoas. Por isso, os empresários do setor estão se adaptando e criando proteção nos caixas, adotando o distanciamento nos balcões, nas áreas de atendimento e no interior das lojas, e ainda o controle da entrada de pessoas nos estabelecimentos. Afirmou que não se pode extrapolar a quantidade de uma pessoa por área de 12 metros quadrados, conforme determinam as autoridades de saúde e sanitárias.

Gilberto Soares disse que, neste período de pandemia, o setor supermercadista tem registrado crescimento nas vendas e deve manter o faturamento crescente, porém lento. Ele atribui esse resultado ao fato de as pessoas, em isolamento e permanecendo mais tempo em casa e muitas vezes no regime de home office, acabarem visitando mais amiúde a cozinha de suas residências. Por isso, vão mais ao supermercado para abastecer suas dispensas, uma vez que não estavam frequentando restaurantes e praças de alimentação de shoppings.

Sem desabastecimento

O presidente da Agos garantiu que não há risco de desabastecimento, a oferta de produtos está normal e não tem perspectiva de ocorrer o contrário. E aproveitou para falar sobre conscientização neste momento de pandemia. “É obrigação de todos nós. Quando a gente está cuidando dos outros, está cuidando de si próprio”, ressaltou.

Recomendou que, ao ir aos supermercados ou às feiras livres, locais de grande fluxo (de pessoas), que não vá mais que uma pessoa representante por família, e ainda usando máscara e respeitando todos os protocolos de proteção. Na sua avaliação, esse comportamento colabora e dá folga aos agentes de saúde, que também estão adoecendo, e com os hospitais lotados.

ABC Digital