Prefeitura de Goiânia abriu várias frentes para vacinar contra febre amarela e poliomielite

A vacinação é uma ação de precaução que visa impedir que essas doenças voltem a Goiânia, porque já há sinais nesse sentido que deixam as autoridades sanitárias em alerta

Em entrevista hoje, 1º/12, ao programa O Mundo em Sua Casa, das Rádios Brasil Central AM e RBC FM, a gerente de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Polyana Braga, conclamou a população a se vacinar contra a febre amarela e a poliomielite (paralisia infantil). Não há nada que alarme quanto a essas doenças e as vacinas visam prevenir, porque nos últimos dias, na capital, oito macacos morreram infectados com o vírus da febre amarela, e quanto à poliomielite, segundo ela, é porque existem dois países endêmicos com a doença e, para evitar o que aconteceu recentemente com o sarampo, que voltou a infectar pessoas no Brasil, está-se recomendando a vacinação com uma dose extra para crianças de nove meses a quatro anos de idade.

A Prefeitura de Goiânia organizou várias frentes para a vacinação contra a febre amarela e a poliomielite. De acordo com Polyana, a morte de macacos sinaliza que o vírus está circulando em nossa região. “Chama muito a atenção é que esses macacos morreram em diversas regiões de Goiânia. Temos o mosquito que é o transmissor. Se um mosquito picar um desses macacos e picar um humano suscetível, não vacinado, teremos um caso humano, que a gente quer evitar com as ações de vacinação”, explicou.

Ela informou que a vacinação agora será em apenas uma dose: “Há alguns anos a OMS já recomenda dose única e há uns três anos o Ministério da Saúde acatou a recomendação da OMS. A exceção é para a criança, que faz uma dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos de idade. Se recebeu a dose da vacina depois dos cinco anos de idade vai ficar imunizado com essa dose pro resto da vida”, assinalou.

Poliomielite

Sobre a poliomielite, disse que está radicada no Brasil há alguns anos, mas existem ainda dois países endêmicos que registram casos. “A exemplo do que aconteceu com o sarampo, que houve uma reintrodução do vírus no Brasil, também pode acontecer com a poliomielite. A gente só controlou com as ações de vacinação”, assinalou, acrescentando que este ano o Ministério da Saúde iniciou a campanha no dia 7 de outubro e em Goiás ela foi prorrogada de 27 de novembro para 18 de dezembro. Informou também que é uma dose extra e que todas as crianças que têm entre um e quatro anos de idade, mesmo que tenham tomado todas as doses rotineiras da vacina, precisam receber essa dose extra da poliomielite, “porque o intuito é uma proteção coletiva, de imunidade de rebanho, que a gente fala”.

Segundo Polyana, o índice de vacinação contra a poliomielite em Goiânia está em 43,41% da população. Em função da pandemia da Covid-19, ela fez questão de recomendar aos pais a necessidade tomar todos os cuidados protocolares, quando for vacinar seus filhos, como o uso de máscara, apenas um acompanhante por criança e a higienização, apesar do pequeno risco de contrair a Covid-19 em um posto de vacinação, conforme já comprovado por estudos científicos.

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