O foco é reduzir ao máximo qualquer tipo de contaminação, diz diretor presidente da Ceasa à RBC

Durante entrevista, o diretor presidente Rogério Martins Esteves explicou detalhes do Plano Emergencial de Combate à Covid-19 adotado pelo Complexo

O diretor-presidente da Ceasa Goiás, Rogério Martins Esteves, detalhou, durante entrevista concedida nesta quarta-feira, 10, a O Mundo em sua Casa das rádios Brasil Central AM e RBC FM, o Plano Emergencial de Combate à Covid adotado. O foco principal é reduzir ao máximo qualquer tipo de contaminação (da doença) dentro do Complexo, conforme explicou. Uma das medidas, implementada hoje pela primeira vez, é o fechamento da Ceasa todas quartas e sábados para a realização do trabalho de desinfecção de todas as instalações internas.

A decisão de se adotar um plano foi tomada depois de casos confirmados da Covid-19 na Ceasa, assim como de uma morte causada pelo novo coronavírus. Rogério Esteves disse que o plano foi elaborado após a realização de uma reunião, por teleconferência, com o secretário da Saúde, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, a superintendênte de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Flúvia Amorim, além de produtores, empresários e trabalhadores. “A responsabilidade é de todos, porque é um problema que atinge toda a comunidade da Ceasa”, destacou.

Além do fechamento da Ceasa em dois dias da semana para desinfecção, outra medida adotada é a exigência de exame negativo da Covid-19 para aqueles que trabalham diretamente no local. “Queremos antecipar e identificar as pessoas que estejam contaminadas e estão diretamente envolvidas no processo de comercialização da Ceasa,” disse. Acrescentou que as pessoas com resultados positivos serão orientadas a fazer o isolamento social.

Desinfecção

Após o processo de higienização de todas as instalações realizado nesta quarta-feira, Rogério Esteves informou que a Ceasa retomará a comercialização nesta quinta-feira, 11, com todo o ambiente controlado e limpo. Ele reiterou que outro eixo do plano é diminuir a aglomeração de pessoas dentro da Ceasa. Por isso, haverá uma fiscalização mais intensiva na portaria, para evitar a entrada de pessoas que não tenham relação direta com a comercialização de hortifrútis. “Contamos com a colaboração de toda a população. Se você quer conhecer a Ceasa, este não é o melhor momento”, alertou.

A Ceasa passa a contar ainda com uma equipe de saúde formada por enfermeiros e técnicos de enfermagem, que vai visitar todos os estabelecimentos, buscando fazer o monitoramento de qualquer caso (da Covid-19) que possa surgir, mesmo após a retirada de possíveis contaminados. Isso porque o processo é contínuo e a possibilidade de contágio não existe somente dentro das Centrais, mas fora também, argumentou. 

Indagado se existe risco de desabastecimento de hortifrútis por causa do fechamento durante dois dias da semana, o diretor-presidente explicou que o procedimento foi adotado em comum acordo com produtores e comerciantes, a fim de atender uma necessidade sanitária. “Nosso objetivo é preservar vidas”, declarou. Mas esclareceu que ficou acertado com os atacadistas que definissem com seus clientes um novo fluxo de compras. Ou seja, um fluxo maior de compras na terça-feira e na sexta-feira, vésperas de quarta e sábado, dias em que a Ceasa não vai operar.

ABC Digital