Nutricionista aponta as redes sociais como indutoras do hábito da má alimentação na pandemia

Em entrevista à RBC, Lana Angélica citou como responsáveis os “memes” divulgados sobre compulsão alimentar e excesso de peso durante o isolamento social

O isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 tem dividido opiniões, quando se trata dos efeitos na alimentação e no peso dos brasileiros. Para muitos, a ansiedade levou ao consumo exagerado de doces e de fast foods. Outros fizeram o caminho inverso, e aproveitaram para adotar ou manter uma alimentação mais saudável.

A nutricionista funcional Lana Angélica, mestre em nutrição e saúde, foi entrevistada nesta quarta-feira, 9, no programa O Mundo em sua Casa das rádios Brasil Central e RBC FM. Ela falou, com os apresentadores Paulo Henrique Santos e Roberto Cândido, sobre alimentação saudável e atividade física em tempos de pandemia.

Segundo Lana, no caso do excesso de consumo de doces e de fast foods, o problema não é só gatilho da própria pessoa, mas as redes sociais também. “Estamos vendo muitos ‘memes’ falando sobre compulsão alimentar durante a pandemia e o excesso de peso”, disse.

Argumentou que, como nosso cérebro tem a tendência de escolher o que é mais confortável, a pessoa vai pensar que se tanta gente está comendo mal e engordando, pode fazer o mesmo. E não segue o exemplo das pessoas que estão se alimentando melhor e praticando atividade física.

Mito

Questionada se é mito ou verdade que alimentação saudável custa mais caro, a nutricionista respondeu tratar-se de mito. Afirmou que pode até ser usado um ingrediente mais caro na preparação de um prato saudável. Entretanto, será uma quantidade pequena e não fará diferença.

Segundo ela, é preciso pensar na relação custo-benefício. Alimentar-se mal pode sair mais caro, porque a pessoa poderá sofrer de azia ou diarreia, e terá de gastar com medicamentos na farmácia, avisou.

Lana admitiu que as pessoas têm a tendência de optar por um alimento que não é tão saudável, apontando a grande procura, no momento, por fast foods nas entregas em domicílio e nos drive-thru. “É triste de se ver, que as pessoas não estão se cuidando, porque a alimentação é uma aliada nesse momento (de pandemia)”, lamentou.

Atividade física

Afirmou ainda que praticar atividade física traz benefício “extremamente importante” na questão da imunidade. Citou que, atualmente, professores excelentes estão disponibilizando aulas gratuitas no Youtube e no Instagram, para que a pessoa possa se exercitar em casa. Não precisa ser de segunda-feira a segunda-feira, mas duas vezes por semana e no ritmo da pessoa, esclareceu. “O importante é não ficar parado”.

Sobre o aumento do consumo de bebida alcoólica durante a pandemia, a nutricionista disse “beber socialmente” não vai atrapalhar o objetivo. “Mas também é bom pensar o que você considera beber socialmente, isso é muito relativo”, afirmou. Mas reforçou que o excesso de bebida alcoólica na rotina vai trazer prejuízos nas questões do peso e da imunidade.

ABC Digital

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