No TBC 1, médica psiquiatra dá dicas para enfrentar esse momento de ansiedade

A médica Adriana Faria Melo sugere evitar o excesso de informação e “escolher um noticiário bom e seguro, como os daqui da TBC”

A apresentadora Eva Taucci e a médica psiquiatra Adriana Faria Melo, nos estúdios da TBC

O Bate-Papo do Dia hoje, 27, no telejornal TBC 1, da TV Brasil Central, foi com a médica psiquiatra Adriana Faria Melo, que deu dicas de como se portar no dia a dia de quarentena, em função da presença em nosso meio do novo coronavírus, para evitar a ansiedade. Ela disse que todos nós temos algum tipo de ansiedade e que essa situação de agora é considerada ansiogênica, criando uma ansiedade maior até em quem não era tão ansioso.

Ela deu dicas para que as pessoas enfrentem esse momento:

  • manter sempre rotina, como hora de acordar, de dormir, de comer;
  • não exagerar na comida, para não aumentar glicemia e causar uma diabete e que pode levar a abaixar a imunidade, principalmente porque precisamos de imunidade alta para enfrentar o vírus, se for o caso;
  • ter um padrão de sono bem feito, não dormindo demais à tarde, para conseguir um padrão adequado de sono à noite.

Outra coisa que ela pediu foi para evitar o excesso de informação, “escolher um noticiário bom e seguro, como os daqui da TBC” e procurar se informar por canais mais sérios e respeitados. Pediu também para procurar evitar fake news, as discussões políticas em grupos de WhatsApp e tudo que possa gerar desentendimento e aumento da ansiedade ou tensão.

Teleconsulta

Disse também que a ansiedade é sentimento normal do ser humano e adaptativa à vida. “Quando ela ultrapassa o limite do estímulo, fica muito exagerada, começa a trazer sintomas, como sinais físicos” e isso traz prejuízo, se tornando um transtorno de ansiedade e exigindo tratamento. Informou que neste momento, todos os psiquiatras e psicólogos estão autorizados a atender por telemedicina e as pessoas podem utilizar a tecnologia ou mesmo o telefone normal ou pelo celular.

“Na teleconsulta a gente mantém a relação médico/paciente”, afirmou. Recomendou que não se use a automedicação, mesmo estando o ansioso predisposto à automedicação. E reiterou nos cuidados: “Para quem já toma remédios, não é indicado aumentar a dose da medicação já prescrita, o que pode gerar mais ansiedade, e consulte sempre o psiquiatra”. Mandou também um recado às mães e pais, de que neste momento de tanta apreensão é importante serem menos rígidos com a rotina da criança, utilizando todas as ferramentas lúdicas, para passar esse momento com mais tranquilidade.

A entrevista pode ser conferida na íntegra logo abaixo:

ABC Digital