No TBC 1, infectologista alerta para a prevenção como única arma contra o coronavírus

Vivian Siqueira falou da importância de manter o isolamento social e fazer o uso correto de máscara se precisar sair de casa

A apresentadora Henaura Avelar e a infectologista Vivian Siqueira Furtado Passos, nos estúdios da TBC

Como diferentes institutos de pesquisa mundo afora vêm alertando, uma vacina eficaz contra o novo coronavírus não deve chegar antes de 2021. Nesse quadro, restam aos governos e populações seguirem apostando no isolamento social como única arma de combate à proliferação da Covid-19.

Para falar da importância de manter o isolamento social e do uso de máscaras nesse período, a apresentadora do TBC 1, Henaura Avelar, recebeu nos estúdios da TV Brasil Central nesta terça-feira, 5, a infectologista Vivian Siqueira Furtado Passos.

Segundo a especialista, o novo vírus tem alto poder de transmissão, com uma pessoa infectada passando o vírus para outras quatro pessoas, em média. “Por isso que o isolamento social é tão importante, o isolamento e o uso de barreiras de proteção, que são as máscaras”, disse a infectologista.

Ela diz que o baixo número de casos e mortes pela Covid-19 em Goiás, na comparação com outros estados, se deve exatamente ao sucesso do isolamento social determinado pelo governo estadual desde o início da pandemia no estado, em março. 

“Goiás realmente conseguiu achatar a curva de infectados. Quanto melhor é o nosso isolamento social, menor o número de infectados, o que pode inclusive levar a um falso paradoxo, de as pessoas perguntarem se era mesmo necessário fazer o isolamento social. Não, é o contrário, temos poucos casos exatamente porque respeitamos lá atrás o isolamento”, comentou Vivian explicando o principal motivo da busca pelo achatamento da curva de doentes.

Ela lembra que os leitos dos hospitais foram dimensionados para os diversos males que acometem a população, como infarto, AVC e pneumonia bacteriana, os três maiores responsáveis por óbitos não só no Brasil, conforme a especialista. Outro fator agravante, aponta, é o longo período de internação que a Covid-19 provoca, com o paciente mais grave passando até 21 dias no hospital.

“Então, se temos uma alta demanda, que não existia, por leitos de UTI, essas pessoas com essas doenças vão perder leitos. E como sabemos que as doenças seguem acontecendo, teríamos uma situação em que podem vir a morrer pessoas com a Covid e também pessoas sem a Covid, pela falta de atendimento médico adequado”, reforçou.

Grupos de risco e máscara

Falando sobre o relaxamento voluntário do isolamento social que tem sido observado nos últimos dias, Vivian Siqueira alerta para a crença comum nesse comportamento de que a doença só afeta os chamados grupos de risco (idosos e portadores de doenças crônicas). “Não é bem assim, já há estudos sérios nos Estados Unidos apontando para uma grande faixa de jovens sendo afetada e morrendo com a doença”, afirmou.

Nesse contexto, a infectologista, que participou de máscara da coluna Bate-papo do Dia, reforçou a importância da manutenção do isolamento social combinada com o uso de máscara, se precisar sair de casa. Ela vestiu a máscara e deu dicas de como usar, higienizar e descartar o acessório na luta contra a proliferação do novo vírus. 

A entrevista está disponível na íntegra abaixo:

ABC Digital