Médica fala no TBC 1 dos perigos da automedicação para Covid-19

Infectologista do Hospital Araújo Jorge, Cássia Godoy enfatizou a inexistência de medicação de eficácia comprovada contra o novo vírus

A apresentadora Danuza Azevedo e médica infectologista Cássia de Miranda Godoy, nos estúdios da TBC

Em época de proliferação de notícias falsas pelas redes sociais, remédios milagrosos para tratar ou mesmo curar a Covid-19 ganham força durante a pandemia. Com isso, cresce a preocupação com um problema recorrente na população: a automedicação.

Para falar dos perigos da automedicação em relação ao coronavírus, o telejornal TBC 1 da TV Brasil Central desta sexta-feira, 3, contou com a participação da médica infectologista do Hospital Araújo Jorge, Cássia de Miranda Godoy. Ela conversou por videoconferência com a apresentadora Danuza Azevedo e sugeriu que a automedicação é um problema cultural no Brasil, que pode se agravar com a pandemia do coronavírus.

“Automedicação é um problema crônico, as pessoas tomam por indicação de familiares, vizinhos e amigos. Normalmente são analgésicos, ainda que analgésicos também possam provocar reações graves. No caso do coronavírus, é perigoso que as pessoas usem medicamentos que não venham a responder ou que possam apresentar complicações, porque ainda não foram testados, não mostraram segurança ou eficácia contra o vírus”, disse a médica.

A doutora enfatizou a inexistência de vacina ou tratamento eficaz contra o novo vírus e sugeriu às pessoas ficarem atentas aos sintomas e procurarem um médico, quando infectadas, para avaliação precisa e encaminhamentos. 

“Um bom norte é saber como funciona a infecção: 80% vão fazer quadros leves ou pouco sintomáticos, como se fosse uma pequena gripe; outros 15% vão fazer quadros mais graves, que inspiram cuidados e atendimento médico e outros 5% vão chegar a precisar de ventilação mecânica, principalmente as pessoas do chamado fatores de risco”, detalhou e terminou fazendo um apelo.

“A gente entende que as pessoas estejam assustadas, todos nós estamos, as pessoas e nós também [da área de saúde]. Estamos preocupados com as repercussões do número de casos e óbitos, mas jamais podemos nos desesperar e tomar medidas que possam agravar ainda mais nossa saúde, botar em risco a nossa saúde”, observou. 

Confira a entrevista completa:

ABC Digital