Médica fala dos riscos do calor excessivo para a saúde

Geriatra Elisa Borges disse que altas temperaturas são mais nocivas à pessoa idosa e sugere umidificar os ambientes e beber muita água

A onda de calor excessivo em grande parte do Brasil levou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a emitir alerta de risco de morte por hipertermia. Segundo o instituto, o risco deriva do aumento de 5ºC acima da média da temperatura medida num intervalo maior do que cinco dias. A previsão é válida para todo o Centro-Oeste do país.

Para explicar o conceito de hipertemia e falar dos riscos que o forte calor provoca no corpo humano, o radiojornal O Mundo Em Sua Casa desta quinta-feira, 8, convidou a médica geriatra Elisa de Oliveira Borges. Ela foi entrevistada pelos apresentadores Ernesto Fleury e Luzeni Gomes.

Segundo Elisa, a temperatura do corpo é monitorada por uma região do cérebro que acaba sendo afetada também pelas altas temperaturas, especialmente em idosos. “A hipertemia é o aumento da temperatura corporal e a falta de um mecanismo regulador eficiente para reduzir essa temperatura. Então, não há uma febre por algo infeccioso, por um dano tóxico ao organismo. No idoso, por exemplo, acima de 36,5 graus, ele já tem uma sensibilidade maior de sentir os efeitos do calor extremo”, disse a médica.

Para remediar o calor extremo e a baixa umidade, a médica sugere umidificar os ambientes, beber muita água e manter uma alimentação balanceada e rica em verduras e frutas.

ABC Digital

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