Médica esclarece se grávidas devem tomar a vacina da Covid-19

Em entrevista ao TBC2, a ginecologista Cecília Roteli ponderou que as vacinas disponíveis são seguras para mulheres que amamentam e estão no puerpério; mas para as gestantes é preciso avaliar junto com o médico o risco e o benefício

Com o recente início da vacinação contra a Covid-19 em Goiás, muitas dúvidas ainda persistem. Uma delas é se mulheres grávidas ou aquelas que estão amamentando podem se imunizar contra a doença. Em entrevista concedida ao vivo pelo Skype no telejornal TBC2 desta terça-feira, 16, a médica Cecília Roteli afirmou que a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), entidade da qual faz parte, já tem uma posição a respeito da questão.

Segundo a ginecologista, as vacinas disponíveis são seguras para mulheres que amamentam ou estão no puerpério (também chamado de resguardo, período logo após ter o bebê). Quanto às gestantes, é preciso avaliar o risco e o benefício para se tomar a vacina. “A grávida só deve vacinar se o médico que a acompanha, numa decisão junto com ela, achar que é melhor do que correr o risco de uma doença que para ela pode ser muito grave”, afirmou.

Questão de segurança

Cecília Roteli lembrou que a vacina da Covid ainda não foi testada em gestantes. “Todo produto novo, todas as vacinas que são testadas, todos os medicamentos testados, numa primeira fase as gestantes não são incluídas por uma questão de segurança”, explicou. E como todo mundo já sabe, as vacinas da Covid-19 são novas, têm pouco tempo de teste e ainda não foram testadas nas gestantes, acrescentou.

Afirmou ainda que aquela mulher que não quer ser vacinada, que não está sob risco e é gestante, tomando os cuidados (sanitários) que já sabemos, não precisa se imunizar. Isso caso ela estiver com pouco risco de contrair a doença, salientou.

Grupos de risco

Conforme a médica, há uma confusão muito grande a respeito do assunto. Primeiro, porque as gestantes não fazem parte do grupo de risco, então elas não serão vacinadas (neste momento) somente porque estão grávidas. Mas dentre os grupos de risco podem existir mulheres gestantes como, por exemplo, as profissionais de saúde e as indígenas. Nesses casos, defendeu que cada situação precisa ser avaliada, porque as vacinas, sendo seguras, ainda não foram testadas nas mãezinhas, naquelas que estão grávidas.

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