Idade e história reprodutiva da mulher são fatores de risco do câncer de mama

Em entrevista ao TBC 1, médica reforça a importância do diagnóstico precoce e diz que o exame de mamografia é recomendado anualmente para as mulheres com 40 a 74 anos de idade

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa para este ano é que sejam diagnosticados 1.620 novos casos de câncer de mama em Goiás. Por isso, a importância da campanha de prevenção da doença, denominada Outubro Rosa. Dessa vez a campanha é realizada em plena pandemia da Covid-19, quando muitas mulheres estão deixando de fazer seus exames médicos de rotina, fato que é motivo de preocupação.

A médica radiologista especialista em mama, Daniele Mendonça, esteve no estúdio do TBC 1 desta segunda-feira, feriado de 12 de outubro, e conversou com a apresentadora Michelle Bouson. Segundo a médica, o principal fator de risco do câncer de mama é a idade. “Com o avançar da idade, aumenta o risco do câncer de mama, e não tem como a gente modificá-lo”, ponderou.

Outro fator de risco apontado por ela é a história reprodutiva da mulher. As mulheres que iniciaram a menstruação antes dos 12 anos e aquelas que pararam de menstruar após os 55 também entram nesse grupo de risco. Acrescentou que mulheres que engravidaram após os 30 anos ou nunca engravidaram têm um fator de risco a mais no desenvolvimento do câncer de mama.

Mamografia

Daniele informou que, de acordo com as sociedades médicas – Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia e Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – o exame de mamografia é recomendado anualmente para as mulheres de 40 a 74 anos de idade. Após os 74 anos,  costuma ser avaliada a condição daquela mulher.

Se ela estiver bem e tiver expectativa de mais sete anos de vida, é aconselhado que continue fazendo o rastreamento (do câncer de mama) a cada ano, defendeu. Explicou que, como a expectativa de vida está aumentando, tem crescido o número de casos da doença em mulheres após os 74 anos. E inclusive 26% do total de casos de mortes por câncer de mama são registrados após essa idade.

Segundo a médica, a mamografia é o único exame capaz de reduzir o risco do câncer de mama. Disse que estudos apontam que esse exame diminui em até 40% o risco de morte causada por esta doença. Lembrou que o principal sinal do câncer de mama é o nódulo, que geralmente é endurecido e indolor; e falou sobre outros sintomas. E esclareceu que o cisto na mama não evolui para câncer, pois “é um achado 100% benigno”.

Diagnóstico precoce

No diagnóstico precoce, Daniele Mendonça afirmou que a chance de cura pode chegar a 95%. “Quanto mais precoce a pessoa descobre o câncer de mama, maior a taxa de cura”, salientou. Ela citou os tratamentos disponíveis, que se baseiam na cirurgia, na quimioterapia, na radioterapia; e nos medicamentos que a paciente usa depois.

Conforme ela, o câncer de mama, embora mais comum nas mulheres, pode acometer também os homens. Atualmente a incidência neles é em torno de 1% do total de casos da doença. Mas nos homens, que têm mamas menores, a apalpação é muito mais fácil, ponderou “O homem geralmente procura algum auxílio médico quando sente algum caroço na mama”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:

ABC Digital