Governo planeja continuar com o regime de teletrabalho após a pandemia, diz superintendente da Sead à RBC

Segundo Luís Queiroz, foram verificados que a qualidade da prestação do serviço não caiu e a produtividade dos servidores permaneceu alta; pesquisa apontou que 80% gostariam de continuar neste regime de trabalho

Faz parte do planejamento do Governo de Goiás para o período pós-pandemia continuar com o regime de teletrabalho para os servidores públicos. A afirmação é do superintendente Central de Gestão e Controle de Pessoal da Secretaria de Estado da Administração (Sead), Luís Queiroz de Lima. Ele participou, nesta quinta-feira, 17, do programa O Mundo em sua Casa das rádios Brasil Central AM e RBC FM.

Na entrevista concedida aos apresentadores do radiojornal Emmerson Kran e Gil Bonfim, Luís Queiroz admitiu que, desde o ano passado, a nova gestão estadual já havia previsto o teletrabalho, mas “era algo para o futuro”. Inclusive, na nova lei do Estatuto do Servidor tem algumas áreas que poderiam aderir a esse regime de trabalho. Entretanto, a pandemia “mudou isso da noite para o dia”, e veio para mostrar aos gestores estaduais que o teletrabalho é perfeitamente viável na administração pública.

Produtividade

“Temos observado que a qualidade da prestação de serviço não diminuiu, pelo contrário, a produtividade do servidor continua em alta. E em alguns casos, até aumentou”, afirmou. Informou que a Sead, juntamente com as Secretarias de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semads), está desenvolvendo um sistema informatizado de produtividade (dos servidores).

O superintendente ponderou, porém, que cada área específica da administração pública estadual será avaliada, principalmente as atividades fins, onde talvez será mais difícil adotar o regime de teletrabalho. Já a parte administrativa, de gestão, isso é mais fácil, disse.

“Estamos mapeando todos os serviços do Estado, todas as secretarias, para que a gente possa estudar isso com mais detalhe, para podermos saber efetivamente quais áreas poderemos colocar o teletrabalho ou não”, esclareceu. Adiantou que este trabalho está sendo conduzido pela Secretaria de Administração.

Aprovação

Luís Queiroz contou que a Sead realizou, em meados de maio e em junho últimos, pesquisa com os servidores estaduais para saber a opinião deles a espeito do teletrabalho. E o retorno “foi muito bom”: praticamente 80% deles gostariam de continuar no teletrabalho depois da pandemia. “A adesão foi bacana. O feedback tem sido muito positivo. Isso até nos motivou a continuar com esse estudo para permanecer com o teletrabalho no pós-pandemia”.

Segundo ele, no que se refere à população, o atendimento nos Vapt Vupt aumentou, mesmo com o agendamento, o distanciamento social e a capacidade reduzida. “A gente observou que não houve prejuízo para o atendimento ao cidadão lá na ponta”, afirmou. Isso em todos os órgãos do Estado. Não houve reclamação a respeito disso, garantiu.

O superintendente da Sead comentou também a redução registrada nas despesas de custeio da administração pública estadual, de abril a agosto últimos. Esse fato propiciou economia de R$ 83 milhões, na comparação com o mesmo período de 2019. 

Houve diminuição nas despesas, principalmente com água e esgoto, energia, serviço de telefonia, material de expediente e viagens (diárias, passagens e hospedagens). O valor economizado pelos cofres públicos estaduais corresponde a 41% de redução sobre o total das despesas de custeio de igual período de 2019.

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