Governador explica no TBC 1 como será o isolamento intermitente a ser adotado em Goiás por meio de novo decreto

Caiado disse em entrevista que serão priorizadas as regiões e municípios com maior incidência de casos da Covid-19 e, portanto, com maior risco

Governador Ronaldo Caiado e a repórter Danila Bernardes, em participação ao vivo na TBC

Em entrevista ao vivo concedida nesta segunda-feira, 12, ao telejornal TBC 1 da TV Brasil Central, o governador Ronaldo Caiado explicou à repórter Danila Bernardes como seria o isolamento social chamado “intermitente” que deve ser adotado em Goiás por meio de decreto governamental a ser baixado nesta quarta-feira, 13. A fala foi transmitida também nas redes sociais da TBC e da RBC FM.

Segundo o governador, diante da realidade atual, do que ele chama “a vida como ela é”, é preciso se adequar. O isolamento intermitente, acrescentou, significa que no momento em que temos a perda da adesão, é necessário baixar decretos rígidos para que a população fique de novo em casa e diminua o risco na propagação da contaminação. “Porque o que nós perdemos em 15 dias, vamos ver qual será o reflexo dele agora”.

Regiões

Acrescentou que (com o novo decreto) será adotado um processo mais restritivo, porque agora serão priorizadas as regiões com maior incidência e maior risco de propagação da Covid-19. E citou Goiânia e Região Metropolitana, Entorno de Brasília e as cidades próximas ao fluxo das rodovias federais. “Esse é o que o quadro epidemiológico está mostrando e é em cima dele que vamos agir com mais eficiência”, salientou. Caiado disse que está discutindo com todos os prefeitos, Poderes e órgãos independentes. Vai se reunir também com o Fórum Empresarial e lideranças religiosas.

O governador declarou que o novo decreto vai exigir maior fiscalização, o que ficará a cargos dos prefeitos, pois são os municípios os responsáveis por conceder a concessão de funcionamento dos estabelecimentos. Afirmou ainda que tem uma posição bem clara do que é serviço essencial, ao esclarecer que o decreto presidencial não irá repercutir na decisão e não mudará em nada o decreto estadual, em relação a academias e salões de beleza.

Duração

O tempo de duração das novas regras de isolamento social mais rígidas, explicou o governador, poderá ser de uma semana, 10 ou 15 dias, dependendo do número de pessoas que demandarão atendimento nos hospitais goianos acometidas da doença. “Tudo vai depender de como vamos receber isso que chamamos de rebote, dessa onda que veio depois do tempo que Goiás não fez (direito) o isolamento social”, pontuou.

Sobre o transporte coletivo de Goiânia, disse que pediu à PGE para fazer avaliação jurídica a respeito da proposta do Governo do Estado de fazer uma compra antecipada de R$ 5 milhões em bilhetes, com validade de seis meses. Isso garantiria o fluxo de caixa das empresas do setor durante esse período da pandemia.

Caiado falou ainda sobre o Hospital de Campanha (HCamp) de Águas Lindas de Goiás, cuja entrega teve atraso e nova data foi marcada para o próximo dia 21. Acrescentou que são 200 leitos, mas o governo federal informou que não tem condições de implantar os 40 leitos de UTI, com camas específicas, monitores e oxímetros, o que é uma má notícia, segundo ele. Disse que, no momento, para os doentes de Covid-19, isso é “preocupante”, mas que está atuando para reverter essa situação.

A live está disponível na íntegra logo abaixo:

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