Empresários devem adaptar seus negócios ao novo normal, diz coordenador do Sebrae Goiás de Aparecida de Goiânia

Em entrevista à RBC, Éder Oliveira afirmou que pandemia propiciou nova perspectiva de consumo, que deve ser levada em conta para atrair e fidelizar clientes

O novo normal advindo com a pandemia da Covid-19 trouxe uma nova perspectiva de consumo, com crescente exigência por higienização, fuga do contato físico, isolamento e imposição contínua de novas regras e regulamentação. Os empresários que adaptarem seus negócios a esta realidade terão um diferencial competitivo crucial para atrair e fidelizar clientes a médio e longo prazos.

A declaração é do coordenador do Escritório Sebrae Goiás de Aparecida de Goiânia, Éder Oliveira. Ele foi entrevistado por Lucas Nogueira e Marcelo Cabral nesta quarta-feira, 15, durante o programa O Mundo em sua Casa das rádios Brasil Central AM e RBC FM. 

Éder detalhou o material elaborado pelo Sebrae contendo orientações de protocolos a serem adotadas por mais de 30 segmentos de atividades econômicas, como forma de garantir mais segurança aos funcionários, fornecedores e clientes neste momento de retomada do funcionamento em muitos municípios.

Para o coordenador, não basta apenas implementar essas medidas, assim como atender às determinações dos decretos governamentais. O empresário tem de sinalizar que seu ambiente está seguro e transmitir que o estabelecimento se encontra apto a entrar em atividade. O material elaborado está disponível no site do Sebrae, onde são informados outros canais de atendimento para dirimir dúvidas.

Apoio

De acordo com o coordenador, o Sebrae tem atuado para ajudar o microempresário a repensar seu negócio diante de uma nova cultura. Uma das ações é a adesão ao marketing digital, buscar manter contato com os clientes por meio das redes sociais e promover as vendas pela internet. 

Outra ação de apoio da entidade se refere à obtenção do crédito. Pesquisas recentes apontaram que somente 17% das microempresas conseguiram acesso a empréstimos das linhas ofertadas pelos governos federal e estadual. Outros 28% aguardam resposta das instituições financeiras e 55% não tiveram êxito. As causas são várias, como falta de garantia ou de avalista, empresas negativadas e score bancário baixo.

Éder informou que o Sebrae tem orientado e ajudado o empresário a entender qual a necessidade de crédito necessita buscar e identificar a melhor linha dentro das opções do mercado. A entidade oferece ainda o suporte do Fundo de Aval do Micro e Pequeno Empresário, conhecido como Fampe, que oferece garantia ao banco.

ABC Digital