Em função da Covid-19, Corpo de Bombeiros reprograma Operação Cerrado Vivo, para evitar aglomeração

Bombeiros estão usando drones para a detecção de focos de incêndio e monitoramento das áreas do cerrado

O Major Daniel Batista, do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, disse hoje ao programa O Mundo em Sua Casa, das rádios Brasil Central AM e RBC FM, que, em decorrência da pandemia da Covid-19, a Operação Cerrado Vivo, que orienta pela proteção do cerrado goiano, está sendo desenvolvida de forma diferente, evitando aglomeração e observando todos os requisitos do isolamento social determinado pelas autoridades de saúde. Segundo ele, as ações de palestras em escolas, treinamento para o público rural e também campanha de visita à comunidade rural, com instruções e informações, foram reprogramadas. O programa é apresentado pelos jornalistas Emmerson Kran e Gil Bomfim.

Major Batista, que é subcoordenador da operação, disse ainda que estão sendo usados drones, como ferramenta de auxílio na tomada de decisão, para fazer o reconhecimento no local da ocorrência, e o monitoramento e a detecção, o mais precocemente possível, dos focos de incêndio. “A gente emprega esse equipamento, tanto para auxílio às nossas equipes de combate, como para auxiliar na definição das estratégias e táticas de combate, bem como faremos também o emprego de equipes em unidades de conservação, em apoio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente” informou.

Com esses equipamentos, de acordo com ele, é possível ampliar a capacidade de monitoramento dessas áreas e, assim, “detectado um foco de incêndio com mais rapidez, a gente atua logo no início, porque é nesse momento que o combate é mais efetivo”, observou, acrescentando que Goiás está entrando no período de estiagem, que vai de maio até o final de outubro, e nesse período aumenta o número dos focos de calor detectados no Estado e, consequentemente, o número de ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros.

ABC Digital