Diretora da Secretaria de Saúde de Goiânia fala sobre testes rápidos de coronavírus no TBC 1

Grécia Pessoni detalhou o mapeamento epidemiológico iniciado na capital e os procedimentos para os testes realizados na rede pública e em farmácias

A apresentadora Michelle Bouson e a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Grécia Carolina Pessoni, nos estúdios da TBC

A falta de informação precisa e confiável já foi apontada por especialistas como um dos principais problemas para a elaboração de estratégias no combate à proliferação do coronavírus no país. O Brasil é um dos países que realizam menos testes em sua população, vem daí a imprecisão do quadro real da pandemia no território nacional.

A prefeitura de Goiânia iniciou no último fim de semana a aplicação de testes rápidos por amostragem na tentativa de saber a evolução da contaminação na capital, que é a cidade com maior número de casos de Covid no estado. Para falar o que são e como esses testes estão sendo feitos, o telejornal TBC 1 da TV Brasil Central recebeu nesta quarta-feira, 13, a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), Grécia Carolina Pessoni.

Ela informou que a SMS recebeu sete mil testes rápidos do Ministério da Saúde e está adquirindo outros 25 mil testes. Esses primeiros testes foram realizados nas equipes de saúde de 11 unidades de urgência da cidade e numa amostragem específica na população, dividida em sete regiões da capital.

“Esse inquérito populacional será composto de quatro etapas. Iniciamos agora a primeira etapa realizando testes em 80 quadras de cada uma das sete regiões sanitárias do município. Testamos 4.100 pessoas e os resultados devem começar a ser mostrados amanhã”, disse Grécia Pessoni.

Os testes rápidos, ela explica, diferem dos convencionais. A diferença é que os testes rápidos apenas indicam se a pessoa já teve contato ou não com o vírus. No convencional, mensura-se as demais informações epidemiológicas.

A primeira parte da entrevista está disponível abaixo:

Na farmácia

Na segunda parte da entrevista à coluna Bate-papo do Dia do TBC 1, a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), Grécia Carolina Pessoni, detalhou os testes realizados no mapeamento epidemiológico iniciado na capital, a eficácia deles e deu orientações ao cidadão queira fazer o teste rápido em farmácias, mesmo sem ainda apresentar os sintomas da Covid-19.

“A equipe que está indo nas casas escolhe uma pessoa da família para testar. Caso o teste dê positivo, os demais membros da família são testados e todos os positivos são orientados a procurar uma unidade de saúde para realizar o teste convencional, iniciar seu isolamento ou mesmo ser afastado do trabalho”, disse a gestora da SMS.

Grécia Pessoni informou que os testes na rede pública de saúde também estão sendo realizados, mas apenas nas pessoas que apresentem pelo menos dois a três sintomas gripais. Ela sugere à pessoa que tenha esses sintomas primeiro procurar o atendimento telefônico da secretaria. Nesse teleatendimento, ela pode ser encaminhada ou não para o teste numa unidade de saúde. 

Sobre o nível de confiabilidade do teste rápido, ela diz que varia de 60% a 90%, conforme o laboratório fabricante. “O que estamos usando nessa investigação epidemiológica da população tem um nível de 90% de confiabilidade”, disse.

Por fim, a diretora da Secretaria Municipal de Saúde da capital falou ao cidadão que com ou sem os sintomas gripais deseje realizar o teste para detecção do novo vírus. Esses testes já estão disponíveis em farmácias e ela orienta sobre os cuidados necessários nestes casos.

“A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] liberou os testes em farmácia e a primeira coisa que orientamos é a pessoa saber o laboratório responsável para ver se tem aprovação da agência. A prefeitura já emitiu uma portaria orientando as farmácias a notificar todos os casos suspeitos ou confirmados. Isso vem para a nossa rede e passamos a monitorar esse paciente. Ele vai receber uma ligação telefônica diária da nossa equipe até constatarmos que ele está bem e o caso [de Covid-19] ser descartado”, explicou Grécia Pessoni.

Confira a segunda parte da entrevista:

ABC Digital