Dia Mundial de Combate à Aids: curva da doença ainda é ascendente

Coordenadora da Secretaria da Saúde alerta: não existem mais grupos de risco e sim comportamento de risco; infecção avança entre jovens de 20 a 29 anos de idade

Hoje, 1º de dezembro, é comemorado o Dia Mundial de Combate à Aids. Depois de 30 anos, a doença ainda não tem cura, mas o tratamento é bem tolerável. O infectado com o vírus HIV tem uma vida praticamente normal. E existem ferramentas de prevenção, como a testagem rápida, o uso de preservativo nas relações sexuais e o chamado PrEP (Profilaxia Pré-exposição, que consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus HIV infecte o organismo).

Mas a curva de novos casos de Aids continua ascendente em Goiás. Isso é verificado desde 2004, quando a notificação da doença se tornou obrigatória. De acordo com a coordenadora das Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Danielle Afonso,  são notificados no Estado cerca de 1.600 novos casos por ano, o que dá uma média de quatro por dia.

Citou que o público, geralmente, é da faixa etária de 20 a 29 anos, uma população jovem, conectada à informação. “Isso é preocupante, porque a informação está disponível. E as pessoas, mesmo assim, continuam se infectando”, afirmou.

Danielle Afonso concedeu entrevista ao TBC2 nesta segunda-feira, 30, por meio de teleconferência. Ela conversou com os apresentadores Danuza Azevedo e Guilherme Rigonato, Alertou que, no início da pandemia de Aids, há três décadas, a cada 20 homens infectados tinha uma mulher infectada. Atualmente, a cada quatro homens com HIV, tem uma mulher infectada.

Curva do HIV

“As mulheres estão se expondo mais, não estão fazendo o uso correto de preservativo, (e adotando) práticas sexuais com múltiplas parcerias. Tudo isso leva a aumentar essa curva do HIV em mulheres também”, afirmou a coordenadora da SES. Conforme ela, não existem mais grupos de risco, existem comportamento de risco.

Daniele falou ainda sobre o teste de Aids feito gratuitamente em todas as unidades de saúde, sob demanda. Disse que ele é sigiloso, altamente confiável e o resultado sai em apenas 20 minutos. Comentou também a respeito da opção do autoteste de HIV, adotado este ano pelo Ministério da Saúde devido à pandemia da Covid19. Informou que o autoteste de Aids será  uma nova  tendência a partir de 2021. Além do teste rápido ofertado nas unidades de saúde, vai ter a opção para o autoteste, disse.

ABC Digital

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