Controlador diz que novo Código de Ética do servidor é propositivo

Henrique Ziller afirmou que optou-se por elaborar um código com orientação para os resultados positivos e não mais se apegando apenas aos erros

O Jornal Brasil Central ouviu hoje, 22, o controlador Geral do Estado de Goiás, Henrique Ziller, sobre a instituição pelo Governo do Estado do novo Código de Ética do Servidor Público, lançado recentemente pelo governador Ronaldo Caiado, que traz em si, segundo ele, normas mais positivas e propositivas ao invés de só se apegar ao que não pode ser feito, porque é errado. “A maior novidade é que ele trabalha numa perspectiva bem diferente do que normalmente os códigos de ética o fazem. Temos a cultura de que nas normas coloquem tudo o que não se quer que faça. Tudo de errado é indesejado e passível de alguma reprimenda, de alguma punição. Isso reforça o sentimento negativo de ficar tutelando a vida das pessoas para que elas não cometam erros. Isso não tem dado resultados positivos”, afirmou.

Ele disse que para o novo Código se pensou em fazer o caminho inverso, “numa provocação feita pelo professor Clóvis de Barros Filho, quando ele falou que como isso se trata de uma relação servidores públicos e o cidadão, fizemos uma consulta para ver o que o cidadão queria, consolidamos as respostas, extraímos daí os valores mais importantes a serem observados pelo servidor público e transcrevemos isso no Código de Ética como uma ação positiva”.

Afirmações básicas

Para ele, três afirmações básicas este Código de Ética faz, provocando o servidor a pensar nelas, principalmente no momento crítico da tomada de decisão, “porque são valores que o orientarão naquilo que ele vai fazer e partem da premissa de que somos falhos e erramos”. São os seguintes: considerar o interesse público acima do interesse privado; gastar bem o dinheiro público, produzindo resultados bons para o cidadão; e que todas as relações estabelecidas sejam de confiança. Assinalou que quem está à frente e orientando tudo isso é o governador Ronaldo Caiado, que inclusive observou que em algum momento alguém vai errar, porque a relação é humana e por isso mesmo é importante não reforçar o perigo de errar, mas ressaltar os benefícios de acertar.

“O gestor público se vê às vezes diante de dilemas enormes e temos de levar isso em consideração, porque estamos julgando esses fatos que permeiam a vida de todos nós”, sinalizou Ziller, acrescentando que o servidor, no dia a dia, deve impedir que haja gastos desnecessários e fazer sempre duas perguntas quando algum órgão quer comprar alguma coisa: “Você precisa de fato disso?  É essa a quantidade que você precisa?”

“Como o processo passa pela mão de muitas pessoas, num encadeamento de ações, às vezes não há essa preocupação. Isso para garantir que o dinheiro seja um investimento e não um gasto e que de alguma maneira ele vá retornar ao cidadão como políticas públicas bem executadas”, acentuou.

Na pesquisa realizada ficou-se sabendo que entre as qualidades do servidor estadual que a população mais deseja estão honestidade/integridade, respeito, cordialidade, responsabilidade, agilidade, boa vontade, transparência, competência, compromisso e empatia. Nas principais qualidades indesejadas figuram desonestidade, desrespeito, injustiça, irresponsabilidade, preguiça, má vontade, incompetência, falta de compromisso e negligência.

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