Com nova gasolina, postos de Goiânia voltam a reajustar preços

Segundo presidente do Sindiposto, aumentos corrigem preços represados pelos últimos reajustes da Petrobras

O presidente do Sindiposto, Márcio Martins de Castro Andrade, e a apresentadora Michelle Bouson, nos estúdios da TBC

O goianiense amanheceu nesta quinta-feira, 6, observando um reajuste médio de 40 centavos no litro da gasolina nos postos de combustíveis, chegando a R$ 4,77 o litro. Consumidores associam o aumento à chegada da nova gasolina anunciada pela Petrobras que, segundo a empresa, traz melhor desempenho aos veículos, mas vem mais cara.

Ao telejornal TBC 1, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Martins de Castro Andrade, disse que os reajustes não se devem apenas à nova gasolina, mas também porque os donos de postos retomaram reajustes represados nos últimos meses.

“Nos últimos 60 dias tivemos oito aumentos consecutivos nas refinarias da Petrobras que não foram repassados integralmente ao consumidor nesse período, porque o mercado ainda está muito recessivo, pois o consumo ainda não se recuperou. Agora, os postos tendo suas margens achatadas, chegou um momento em que eles se viram obrigados a repassar isso ao consumidor”, justificou em entrevista à apresentadora Michelle Bouson.

Perguntado se haveria combinação de preços entre empresários para reajustar e abaixar preços, Márcio Martins disse que não, que a decisão é individual de cada dono de posto, mas que é comum que os empresários copiem estratégias de preços para não perder clientes.

Ao final, o presidente do Sindiposto diz haver a possibilidade de novos reajustes, já que tanto a cotação do petróleo quanto do dólar segue tendência de alta, índices que são balizadores do preço dos combustíveis. “Mas isso não quer dizer que será repassado de imediato, porque o mercado ainda está recessivo e os donos de postos precisam segurar os preços às vezes”, comentou.

Confira a entrevista completa:

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