Campanha Junho Violeta conscientiza população sobre proteção de pessoas idosas

Titular da Delegacia do Idoso de Goiânia, Alexandre Alvim, relata que agressões aos idosos aumentaram durante a pandemia. Ele estimulou as pessoas a fazerem denúncias, que podem ser anônimas, para reduzir o problema

Durante todo este mês, a campanha Junho Violeta reforça as ações de conscientização e combate à violência contra idosos, além de desenvolver atividades capazes de garantir a proteção dessas pessoas. Em entrevista hoje, 1º, ao programa O Mundo em Sua Casa, das rádios Brasil Central AM e RBC FM, o titular da Delegacia do Idoso de Goiânia, Alexandre Alvim, relatou que os índices de agressão aos idosos são muito elevados, com crescimento acentuado neste período de pandemia, em razão da permanência dos familiares em casa por mais tempo.

Conforme o delegado, a violência contra idosos não se resume a maus tratos físicos, que é a forma mais comum. Contudo, ocorre com muita frequência também a violência financeira, em que o cartão de benefício do idoso é usado para outros fins que não as suas necessidades; a violência medicamentosa, em que são ministrados medicamentos para dopar, aumentar a sonolência e acalmar, o que traz consequências danosas à saúde do idoso. “Quando recebemos a denúncia, fazemos um trabalho multidisciplinar com a família, para entender a situação e tentar resolver o problema para que a pessoa fique no convívio da família. Quando isso não é possível, procuramos encaminhá-la para outro familiar ou um abrigo”, explicou.

Alexandre Alvim encorajou as pessoas a fazerem denúncias, como forma de minimizar o problema. “É muito difícil a própria vítima fazer denúncias, pelas condições em que vive. Mas familiares, amigos e pessoas conhecidas, devem denunciar, o que pode ser feito de maneira anônima, sem nenhuma punição a quem denuncia”, explicou o delegado. Ele acrescentou que existe o Estatuto do Idoso, regulado pela Lei Federal 10.741 de 1º de outubro de 2003, que garante os direitos, cuidados e proteção à vida dos idosos, mas ainda assim, eles são vítimas de maus tratos e outras formas de violência.

ABC Digital

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