Apesar da pandemia da Covid-19, exportações e indústrias goianas têm crescimento e surpreendem

Nas últimas 24 horas, Goiás registrou sete mortes e mais 501 casos do novo coronavírus. A Secretaria da Saúde de Goiás informou que há 6.650 casos no total

O secretário Em Exercício da Indústria Comércio e Serviços, Adonídio Neto, o governador Ronaldo Caiado e o apresentador Daniel de Paula, em live realizada pela ABC

A live de hoje, 9, dos veículos de comunicação da Agência Brasil Central (ABC) com o governador Ronaldo Caiado, recebeu o secretário Em Exercício da Indústria Comércio e Serviços, Adonídio Neto, que destacou o superávit da balança comercial de Goiás, em maio, de 544 milhões de dólares, que é 92% maior que no mesmo período do ano passado, e que Goiás foi um dos dois estados brasileiros que apresentaram crescimento industrial no último mês de maio. O governador voltou a pedir a compreensão da população goiana para ter cuidado com a proliferação do novo coronavírus, usando máscara e praticando o isolamento social.

Ele disse que faz o exame PCRRT toda segunda-feira e o de ontem o resultado foi negativo para a Covid-19. Falou que Goiás teve mais sete mortes e 501 novos casos do novo coronavírus, nas últimas 24 horas. Há 30.972 casos suspeitos em investigação. A Secretaria da Saúde de Goiás informou que há 6.650 casos de doença pelo coronavírus. No Estado, há 30.972 casos suspeitos em investigação. Por isso mesmo, Caiado reiterou a necessidade de cuidados, mas que também o Estado avançou no número de hospitais, leitos e UTIs para os pacientes, e informou que o governo já adquiriu e estão chegando mais 100 respiradores, a preços bem abaixo do mercado.

Balança Comercial

Adonídio destacou o resultado bastante positivo da Balança Comercial de Goiás, para ele surpreendente, no mês de maio, com um recorde de 544 milhões de dólares de superávit e um total de 826 milhões de dólares no total, o maior resultado desde que é feita a medição, e que isso injeta 2 bilhões de dólares a mais na economia. Abordou os aspectos internos e externos que contribuíram para isso, como a preparação das empresas para a exportação, onde identifica e treina o pessoal exportador, proporcionando uma qualificação melhor as empresas que atuam nessa área. No cenário externo, apontou o alto preço do dólar, a reaceleração das economias que estão em curva descendente por causa da pandemia, casos da China e da Europa, que já passaram pelo pico do novo coronavírus, e por isso mesmo intensificam a procura de produtos para girar sua indústria. 

No Brasil, mostrou, houve uma queda das exportações no mesmo período de quase 20%, enquanto que em Goiás houve aumento de quase 40%. “Nosso salto, comparado a maio de 2019, teve um incremento de mais de 92%. Outro ponto destacado foi o crescimento de 2,3% na produção industrial, sendo Goiás e Pará os únicos estados que apresentaram crescimento em maio no país.

Falou ainda da política de incentivo que o Governo de Goiás vem desenvolvendo e que tem culminado com esses bons resultados, por exemplo na ampliação dos distritos industriais regionalizados, regulamentação do programa de incentivo fiscal, como o Pró Goiás, que veio para dar uma nova e diferenciada roupagem na produção empresarial de Goiás, com mecanismos melhores de incentivo para atração de mais investimentos.

Em função disso, Goiás, no período do governo de Ronaldo Caiado, já conseguiu atrair mais empresas que o governo anterior todo em quatro anos. Até agora, no atual governo, foram atraídas para o Estado de Goiás mais 135 novas empresas. “Recriamos um setor de atração de investimentos em Goiás. Mais importante nisso foi a integração entre as secretarias, para fazermos um mapeamento das potencialidades de Goiás e identificar os gargalos”, observou. 

Para ele, Goiás tem potencial de abastecer o mundo e citou os setores de produção de carnes, ferroligas, açúcar e álcool, ouro, sulfato de cobre e milho, entre outros. No atual governo, disse também, foi recriada a Secretaria da Indústria e Comércio e só com a assinatura dos protocolos de intenção das novas empresas que vão se instalar em Goiás haverá um incremento de empregos e também de dinheiro, de mais R$ 5 bilhões na economia. “É mais que o governo anterior fez nos quatro anos”, informou, acrescentando que, quando todas as empresas estiverem instaladas, serão gerados mais 59 mil empregos diretos e indiretos. 

A live está disponível na íntegra na página da TV Brasil Central no Facebook.

ABC Digital