Ano letivo na rede particular de Goiânia começa com rodízio dos alunos

Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sepe), disse à RBC que isso ocorre porque a demanda dos pais superou a expectativa das escolas

As aulas do ano letivo de 2021 na rede particular de ensino de Goiânia retornaram esta semana, com limitação de até 30% do total de alunos. Como a demanda dos pais pela educação presencial superou a expectativa do setor, a grande maioria das escolas particulares da capital está adotando o sistema de rodízio dos estudantes.

A informação é do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe), Flávio Roberto de Castro, que também preside o Conselho Estadual de Educação. Em entrevista ao programa O Mundo em sua Casa, das rádios Brasil Central AM e RBC FM, concedida nesta segunda-feira, ele informou que alguns alunos ainda permanecem na espera, nas aulas remotas, enquanto outros estão estudando de forma presencial.

Conforme Flávio Roberto, a grande maioria das escolas não tem, no momento, alunos que estão ficando direto presencialmente, mas sim se revezando com outros, dentro de uma própria turma. Lembrou que os estabelecimentos da rede privada de ensino já haviam retomado as aulas, com limitação de 30% dos estudantes, desde novembro do ano passado, e concluíram o ano letivo anterior no dia 18 de dezembro. Algumas escolas funcionaram em janeiro com os alunos que estavam se preparando para o Enem.

Protocolos

Ele garantiu que todos os estabelecimentos, além de limitação em 30% de sua capacidade, obedecem ao espaçamento de um metro e meio, o uso obrigatório de máscara, a utilização de álcool em gel e 70%. Também fazem a higienização das salas na troca de turno e a sanitização de toda a escola. E restringem a entrada de outras pessoas na escola. Ainda prepararam professores e auxiliares, utilizando aqueles que têm condição ou não têm nenhum comorbidade, para que que possam atuar presencialmente.

Flávio Roberto confirmou que o setor pediu ao Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE a ampliação do percentual de alunos nas aulas presenciais, mas a solicitação ainda não foi avaliada. “A gente tem sofrido muito com o descaso de outros segmentos, e da própria população mesmo, que não têm seguido os protocolos (sanitários da Covid-19)”, afirmou. E reiterou que o segmento da educação tem cumprido “rigorosamente” com os protocolos desde o início da pandemia.

De acordo com o presidente do Sepe, o setor de educação privada tem enfrentado uma crise muito grande no país inteiro. Muitas escolas pequenas fecharam ou estão em situação muito difícil, complementou. “Não está sendo fácil para o nosso setor. Nossa preocupação é que, durante toda essa pandemia, a educação não foi colocada como objetivo principal de toda a população,” reclamou.

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