“Se a diluição do movimento no transporte coletivo acontecer, vamos poder incluir novas atividades”, acenou a secretária do Planejamento Urbano de Goiânia

Em entrevista à RBC, Zilma Campos falou sobre o escalonamento de horário das atividades para comércio, indústria e serviço, que se tornou obrigatório na capital partir de hoje

Por força de decreto municipal, o escalonamento do horário de abertura das atividades do comércio, indústria e serviço entrou em vigor nesta quarta-feira, 20. O objetivo da Prefeitura de Goiânia é diminuir a aglomeração de usuários do transporte coletivo em terminais e pontos de embarque e desembarque do transporte coletivo, em uma ação de combate à propagação da Covid-19 na capital.

Para falar sobre o assunto, a secretária municipal do Planejamento Urbano e Habitação de Goiânia, Zilma Campos Peixoto, concedeu entrevista hoje ao radiojornal O Mundo em sua Casa das rádios Brasil Central AM e RBC FM. O radiojornal foi apresentado por Jerônimo Venâncio e Rafael Mesquista. Zilma afirmou que, caso haja com a medida, uma diminuição no movimento no transporte coletivo, isso vai auxiliar a Prefeitura de Goiânia na tomada de decisão de incluir novas atividades econômicas (hoje proibidas de funcionar) nos próximos dias.

“Mas nesse primeiro momento a gente precisa garantir que essa ação do decreto municipal de obrigatoriedade do escalonamento dos horários de abertura vai acomodar melhor a questão do transporte coletivo”, ponderou a secretária. Dessa forma, disse que estaria mais segura para recepcionar o pleito (de reabertura) dos comerciantes da Rua 44 e dos shoppings, por exemplo, sempre levando em consideração protocolos necessários nesse momento de enfrentamento da disseminação do novo coronavírus.

*Critérios*

Para definir os novos horários de aberturas das atividades já permitidas, Zilma Campos conta que a Secretaria realizou uma pesquisa nos dias 28, 29 e 30 de abril últimos, dentro dos terminais de transporte coletivo. O propósito foi identificar para onde as pessoas estavam indo e suas atividades, e assim verificar seus horários. Também foi feito um trabalho junto a entidades como a Acieg, Fieg, Fecomércio e Sindilojas, em relação às atividades permitidas pelo decreto estadual.

”Entendemos que o decreto municipal (de escalonamento dos horários) saiu muito bem balizado”, defendeu. Segundo ela, quando houve a flexibilização das atividades por parte do Governo do Estado, muitas empresas que deveriam estar funcionando apenas nos sistemas delivery e drive thru abriram suas portas. A mesma pesquisa citada identificou que 49% das pessoas que estavam utilizando o transporte público eram de empresas que não estavam autorizadas a funcionar. Isso gerou todo esse transtorno dos últimos dias em Goiânia, principalmente nas plataformas do transporte coletivo, adiantou.

Por isso, a secretária municipal de Planejamento Urbano e Habitação argumentou que o objetivo agora é trabalhar essa obrigatoriedade (do cumprimento dos novos horários de abertura), que antes era uma recomendação. Mas como não funcionou, foi baixado o decreto municipal determinando a obrigatoriedade, até para que a Prefeitura de Goiânia possa fiscalizar. 

“Quero o apoio das entidades (de classe) que nos apoiaram na escolha dos horários, que orientem seus associados a cumprir esse decreto”, solicitou. Conforme ela, isso poderá levar a Prefeitura à situação de incluir novas atividades, de forma responsável, mas incluindo gradativamente.

ABC Digital