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Governador Caiado diz, no Fala Goiás em Rede, o que vem fazendo para resgatar a área da Saúde em Goiás
Publicado em: 2019-07-19 15:16:35

O governador Ronaldo Caiado fez um detalhado balanço do trabalho que vem realizando nos primeiros 200 dias do seu governo para resgatar a área de Saúde em Goiás, constatando que a recebeu com mais de R$ 750 milhões em dívidas com Organizações Sociais, fornecedores e prestadores de serviço, além de mais de R$ 100 milhões que são necessários para a conclusão de hospitais que estão com as obras paradas. Ele apresentou esse balanço durante entrevista de uma hora a jornalistas que participaram do programa Fala Goiás em Rede, das Rádio Brasil Central AM e RBC FM, hoje (19/7) pela manhã. O programa foi comandado por Daniel de Paula e Delesmano Alves.

Ao jornalista João Carvalho, do Diário do Norte, que perguntou sobre o trabalho que faz para o setor agropecuário, Caiado disse que, para começar, na estrutura do governo não havia uma secretaria para cuidar da área, e que ele a criou. Para ele, o agronegócio sustenta a economia do Estado e que trabalha para repor uma dívida enorme com o setor, colocando um secretário qualificado, trabalhando para que o agricultor tenha renda, para melhorar a logística e que os produtos cheguem mais facilmente aos mercados. Citou o trabalho de concessão da Ferrovia Norte-Sul, que será concretizado no próximo dia 31, em Anápolis, e que inclui nesse contrato a conclusão do trecho ferroviário da Ferrovia da Integração do Centro-Oeste (FICO), de Uruaçu(GO) a Água Boa (MT).

Incluiu aí também a reabilitação da Emater, que agora presta assistência em todo o estado, e voltou a fazer críticas à Enel, observando que tem levado ao conhecimento das autoridades federais a necessidade da melhoria na prestação do serviço de energia elétrica, fundamental também para os produtores de leite. “Hoje nós produzimos mais de 22 milhões de toneladas (de grãos), temos o terceiro melhor rebanho pecuário do país. Precisamos fazer com que tudo isso gere melhoria na qualidade de renda do cidadão”, acrescentou Caiado.
Ao jornalista Augusto César, da RBC, ele respondeu sobre a área da Saúde, observando que as dívidas com a Saúde ultrapassam os R$ 750 milhões, “as OS sem receber, fornecedores sem receber, prestadores de serviço sem receber, esse é o buraco na saúde”, que, segundo ele, deixou uma dívida de 13 meses sem repasse do dinheiro do setor para os municípios, e os prefeitos ficaram calados.

Além disso, Caiado citou que as obras eram “pré-eleitoreiras, iniciavam antes da eleição e paravam depois”. Relacionou, como exemplo, o hospital de Uruaçu, que ainda precisa de R$ 64 milhões para a sua conclusão, o de Águas Lindas, também carecendo de R$ 24 milhões para ser concluído, o Materno Infantil, que agora terá uma emenda do orçamento federal de R$ 8,5 milhões para a sua melhoria, e também o Hospital do Servidor, que ainda faltam 20% para concluir a obra.

Falou sobre os diversos convênios que o governo do Estado está realizando nos municípios, como com a Santa Casa de Anápolis, de R$ 600 mil, R$ 800 mil com Catalão, e com a Fundação Padre Tiago, em Jataí, que trata doentes com câncer. Segundo ele, só para se ter uma ideia, o HGG aumentou em 30% o atendimento, com várias cirurgias complexas, inclusive tendo diminuída a despesa com a OS em R$ 3 milhões por mês, e esses convênios, afirmou, serão feitos com outros hospitais municipais.

Ao jornalista Lenigher Mota, da Gazeta do Estado, que perguntou sobre as realizações do seu governo no Detran, o governador disse que essa deve ter sido a área em que o goiano mais sentiu sua gestão. Observou que tirou o pardalzinho, que ficava escondido, “a armadilha que havia montada”, extinguiu a taxa de cartório para veículo financiado, que era de R$ 182,00, diminuiu o que se pagava pela vistoria, de R$ 175,00 para 108,00, fez críticas ao Tribunal de Contas do Estado, no que denominou de “incoerência do TCE”, que deu uma decisão contrária a isso, mas disse que está recorrendo e acha que terá sucesso, diminuiu a taxa da placa do carro, que era de R$ 190,00 para R$ 120,00, e de motos, que era de R$ 150,00 para R$ 52,00, além de ter iniciado uma cruzada contra a placa do Mercosul, que aumenta custo, e de fazer opcional o uso do simulador.

Devolvendo dinheiro ao cidadão - “Só de revisão de contratos, com a equipe de compliance, nós já cortamos mais de R$ 46 milhões aos que ofereciam serviços lá no Detran. A previsão nossa é que nós devolvemos ao bolso do goiano, de R$ 136 milhões a R$ 142 milhões por ano. O que o cidadão gastava para poder ter um carro vistoriado, emplacado, certificado para poder transitar pelas rodovias de Goiás”, observou Caiado, acrescentando que ainda há a CNH Social a custo zero para pessoas carentes e da área rural, o que demandará R$ 11 milhões ao Detran.

Sobre a aplicação do compliance, respondendo a uma pergunta da jornalista Denise Parreira, da TBC, o governador Ronaldo Caiado disse ainda que houve “resultados gratificantes” e citou o exemplo do Ipasgo, onde o compliance identificou 100 mil pessoas tendo benefícios indevidos, uma delas fez 2 mil exames de hemograma em um único dia. Na Codego, assegurou, “houve o desmantelamento de uma máfia que existia lá”, e no Detran houve prisões de uma máfia que alterava placas.

Disneylândia da corrupção - Ao jornalista Helton Lenine, do Diário da Manhã, Caiado observou que a Celg passou a ser “a Disneylândia da corrupção em Goiás”, e acha que nenhum órgão foi tão saqueado como foi a Celg. “Com isso, para tapar um escândalo semelhante aí o da Lava Jato, da Petrobras, eles contraíram empréstimos absurdos, jogaram toda a conta no Tesouro de Goiás e entregaram ela a preço de banana”, observou Ronaldo Caiado, informando que era a maior empresa do Centro-Oeste brasileiro e que sofreu um verdadeiro desmonte até ser privatizada.

Ele garantiu que a Saneago não será privatizada e que está trabalhando, com o presidente Ricardo Soavinski, que é muito qualificado, para a recuperação da empresa, para a venda de parte das ações, recuperando a empresa, para que ela tenha condições de prestar um bom serviço á população. Na opinião de Caiado, na Saneago fizeram da mesma forma da Celg: “Saquearam a Saneago sem o menor pudor... era a casa de enriquecer e fazer projeto político. Aquilo denegriu a imagem da empresa que já teve três operações da Polícia Federal lá dentro. Acrescentou que agora estão fazendo um lobby para quebrar os contratos das empresas de saneamento e a Saneago precisa agir junto aos prefeitos, para que sobreviva. Para isso, está agilizando o investimento de R$ 1,1 bilhão na empresa.

New York Times - Ao jornalista Ítalo Yuri, das redes sociais da Agência Brasil Central, que perguntou sobre ações para diminuir a violência e melhorar a Segurança Pública, o governador disse que trouxe uma pessoa qualificada para gerenciar a área, o secretário Rodney Miranda, e deu autonomia para montar sua estrutura de trabalho, já conseguindo a desarticulação de 111 quadrilhas no Estado, acabando com o Novo Cangaço por aqui, pela antecipação da inteligência das polícias, que hoje agem integradas, tudo isso tem feito com que o seguro de cargas hoje em Goiás seja o menor do Brasil.

Segundo Caiado, ele vem realizando um trabalho silencioso, mas participativo e que a violência em Goiás tem diminuído bastante, chamando a atenção de um dos jornais mais importantes do mundo, o New York Times. “A minha secretária de Comunicação, a Valéria, acaba de receber um pedido para que um jornalista do New York Times venha para Goiás, ficar aqui uma semana, assumindo toda a responsabilidade, para acompanhar de perto a polícia de Goiás. Veja a que ponto Goiás já repercutiu”, finalizou o governador.

Foto: Lucas Diener

   

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