HCamp já está preparado para receber os pacientes graves da Covid-19

TV Brasil Central fez ampla reportagem mostrando como vai funcionar o que seria o Hospital do Servidor, que foi transformado para atender pacientes com o novo Coronavírus

Fachada do HCampi, antigo Hospital do Servidor

A equipe da TV Brasil Central, com os repórteres Danuza Azevedo e Alano Mota, fez uma matéria especial e exclusiva mostrando como será o funcionamento do HCamp (antigo Hospital do Servidor), que está preparado como hospital de campanha para receber os pacientes goianos infectados pelo novo Coronavírus (Covid-19). O hospital tem 222 leitos, que serão liberados de acordo com a demanda. A unidade é gerenciada pela Organização Social Gerir, sob a coordenação da Secretaria Estadual de Saúde.

O hospital, que fica no Parque Acalanto, em Goiânia, foi destinado pelo governador Ronaldo Caiado para receber os pacientes portadores do novo Coronavírus que forem internados. A unidade de saúde já possui insumos e mobiliário. Os cerca de 400 profissionais que trabalharão na unidade já atuam em situação de realidade, simulando atendimentos.

O diretor geral Guillermo Sócrates mostrou como serão feitos os atendimentos aos pacientes que deverão chegar através dos complexos reguladores municipais. Primeiro, o paciente faz uma ficha na recepção e depois é encaminhado a um dos 16 consultórios, que funcionarão no sistema fast track, para reduzir o tempo de espera no pronto-socorro. Na emergência, o hospital possui 22 leitos, sendo dez completos, com respiradores e monitores.

Guillermo disse que o primeiro atendimento será em uma sala que tem apenas uma maca e um ponto de atendimento. “A equipe técnica de enfermagem faz a coleta dos dados vitais, para que seja registrado por um sistema de classificação. Ao mesmo tempo, um médico classifica e avalia o risco e faz o atendimento de imediato, diminuindo etapas do processo de atendimento”, observou. Segundo ele, os principais envolvidos no atendimento estarão munidos de toda a vestimenta, para garantir a preservação de riscos à saúde. Informou que o atendente usará uma máscara protegendo uma outra máscara, uma N-95, um óculos de proteção, um gorro e um capote e uma sapatilha unissex da própria unidade.

Leandro Pinheiro é médico pediatra que se apresentou voluntariamente e disse que fechou seu consultório e dispensou as funcionárias. “Fiquei fazendo atendimento com orientação à distância para os meus pacientes. Mas eu vi que poderia fazer muito mais do que isso. Então, imediatamente me prontifiquei, fiquei sabendo que aqui seria um hospital de referência e eu vim aqui me colocar à disposição”.

Caso seja necessária a realização de exames, eles serão feitos na própria unidade, que tem duas máquinas para tomografia computadorizada, otimizando os exames de imagem e a devida higienização. Segundo Guillermo, o trabalho é feito pensando no atendimento rápido. Depois dos primeiros atendimentos, os pacientes serão encaminhados para a sala de decisão, onde receberão o diagnóstico de alta ou internação. Eles ficarão a dois metros um do outro.

Guillermo disse ainda esperar que o doente fique pouco tempo no hospital. “A passagem tem de ser rápida e muito menos que a sala fique cheia. Se ele for uma forte suspeita, desenhamos que esse paciente suba para uma enfermaria de isolamento ou para um leito de terapia intensiva, também de isolamento”, afirmou.

Nas Alas 1A e 1B existem 40 leitos de apartamentos individuais. Nas 2A e 2B estão as enfermarias, com duas camas em cada quarto, onde vão ficar internados apenas pacientes com as mesmas doenças. Para tratamento de terapia intensiva estão destinados 30 leitos, sendo dez individuais e os restantes ficarão em salões. Os isolamentos das UTI são de pressão negativa, com sistema de ar condicionado reverso. Guillermo informou que esse é um sistema de ar condicionado que suga o ar: “Quando eu abro a porta, ao invés de sair o que está aqui dentro, ele suga. Ou seja, não deixa nada do que está aqui dentro ir para fora do quarto”.

Do lado de fora do hospital foram montadas salas modulares que servirão de apoio ao hospital e, caso futuramente seja necessário, vão funcionar como triagem e classificação de pacientes. Guillermo ressaltou que os primeiros atendimentos aos pacientes com o coronavírus têm de ser feitos em CAIS e UPAs e o médico só deverá ser procurado se for realmente necessário.

Confira a matéria na íntegra abaixo:

ABC Digital